Flávio Bolsonaro (PL) perdeu a eleição presidencial para Luiz Inácio Lula da Silva (PT), deixou o Brasil rumo aos Estados Unidos e passou a contestar o resultado das urnas. Mas uma coisa não parou com o fim da disputa: o dinheiro continuou entrando nas contas da campanha do filho mais velho de Jair Bolsonaro.
Mesmo depois do segundo turno, realizado em 25 de outubro, a candidatura bolsonarista declarou cerca de R$ 1,1 milhão em novas doações, segundo levantamento publicado nesta quarta-feira (4) pela coluna de Lauro Jardim, de O Globo.
Mais da metade desse valor veio de um único empresário, Marcelo Soares Cruz, repassou cerca de R$ 585 mil após a derrota e acumulou aproximadamente R$ 2,42 milhões em contribuições ao longo da campanha, tornando-se o maior financiador individual da candidatura.
Outros R$ 300 mil vieram de Júlio José Franco Neves, enquanto aproximadamente R$ 199,1 mil foram registrados por meio de financiamento coletivo.
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Os grandes doadores de Flávio
Os novos repasses se somam a uma campanha marcada pela presença de grandes financiadores individuais.
Com base em dados declarados à Justiça Eleitoral, 85 pessoas doaram mais de R$ 100 mil à campanha de Flávio. Na candidatura de Lula, apenas dois financiadores individuais ultrapassavam essa marca no levantamento.
Até 3 de novembro, Flávio havia declarado aproximadamente R$ 115,7 milhões em receitas. Cerca de R$ 69 milhões foram transferidos pelo partido, enquanto as doações de pessoas físicas somavam aproximadamente R$ 45,8 milhões.
As despesas declaradas pela candidatura já chegavam a cerca de R$ 114,8 milhões. Entre os principais gastos esteve o impulsionamento de conteúdo nas redes sociais.
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Dinheiro depois das urnas
O recebimento de recursos depois da votação não significa, por si só, uma irregularidade eleitoral. As regras permitem arrecadação posterior ao pleito em situações destinadas à quitação de despesas já contraídas durante a campanha e ainda não pagas.
Flávio e Lula, que disputaram o segundo turno, têm até 14 de novembro para entregar à Justiça Eleitoral suas prestações de contas finais, abrangendo a movimentação financeira dos dois turnos.
Os registros mostram que mesmo depois de encerrada a votação, grandes doadores continuaram fazendo repasses à campanha de Flávio Bolsonaro, que agora terá de detalhar a arrecadação e os gastos em sua prestação final de contas à Justiça Eleitoral.
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