Bolsonaro pede aval de Moraes para receber dois aliados em meio à disputa pelo Senado

Bolsonaro pede aval de Moraes para receber dois aliados em meio à disputa pelo Senado
Jair Bolsonaro preso na superintendência da PF em Brasília - Foto: Gabriela Biló/Folhapress

A defesa de Jair Bolsonaro (PL) pediu nesta quinta-feira (5) autorização ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que o ex-presidente receba os senadores Rogério Marinho (PL-RN) e Tereza Cristina (PP-MS) na residência onde cumpre prisão domiciliar pela condenação na trama golpista. A solicitação ocorre em meio às negociações da direita para definir quem disputará a presidência do Senado em fevereiro de 2027.
Os dois parlamentares foram ministros de Bolsonaro e anunciaram interesse no comando da Casa. Marinho, que lidera a oposição, teve sua candidatura oficializada pelo PL nesta semana. Tereza Cristina, por sua vez, mantém a intenção de concorrer.
No pedido encaminhado ao STF, os advogados solicitam que as visitas sejam agendadas pelo gabinete de Moraes, preferencialmente às terças, quartas ou quintas-feiras, respeitando as regras de fiscalização e segurança impostas ao ex-presidente.
A defesa não informou a finalidade dos encontros. Caberá a Moraes decidir se autoriza as visitas e estabelecer as condições para sua realização.
Disputa divide aliados de Bolsonaro
A movimentação ocorre enquanto Marinho e Tereza Cristina buscam um entendimento para evitar uma disputa direta pelo comando do Senado.
O principal nome a ser enfrentado é o atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que pretende disputar a reeleição e conta com o apoio do governo Lula.
Uma das alternativas discutidas entre os aliados de Bolsonaro é um acordo para que um dos senadores concorra em 2027 e o outro dispute o cargo em 2029. Até agora, porém, não houve definição.
O PL chegará à próxima legislatura com 29 das 81 cadeiras do Senado, tornando-se a maior bancada. Apesar disso, o partido precisará negociar apoio com outras legendas para alcançar os 41 votos necessários à eleição.
A presidência do Senado é considerada estratégica por controlar a pauta de votações e ter atribuições relacionadas à tramitação de pedidos de impeachment contra ministros do STF.
A escolha do novo comando da Casa está prevista para 1º de fevereiro de 2027, por votação secreta.

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