Pesquisa “O Brasil depois das urnas”, divulgada pela Quaest neste domingo (8), mostra que mais da metade dos brasileiros acreditam que Flávio Bolsonaro (PL) deixou o Brasil após a derrota para Lula nas eleições presidenciais para “fugir da Justiça”.
Segundo dados do estudo, 56% dos entrevistados acham que o senador decidiu sair do país rumo aos EUA para “fugir da Justiça”. Outros 35% acreditam que o senador quis “se proteger da perseguição política” e 2% afirmam por nenhuma das duas razões. Não sabem ou não responderam 7%.
A Quaest mostra que até mesmo entre eleitores da direita não bolsonarista, 42% acham que foi fuga, enquanto 51% aderiram ao discurso de perseguição política. Entre os bolsonaristas, a narrativa propagada pelo clã Bolsonaro tem 93% de adesão e apenas 6% dizem que Flávio fugiu da Justiça.
Entres os que se classificam como “independentes”, 53% acham que foi fuga e 32% perseguição política. Na esquerda não lulista , 91% falam em fuga e 6%. Entre os apoiadores do presidente, 82% acham que Flávio fugiu da Justiça e 11% se protegeu da “perseguição”.
Ida aos EUA
Segundo a Quaest, a fuga de Flávio Bolsonaro foi o evento com a maior taxa de conhecimento dos últimos anos, superando eventos como escândalo do Master, o caso Moraes/Vorcaro e a reunião de Bolsonaro com embaixadores em 2022. A pesquisa aponta que 89% das pessoas tiveram conhecimento do episódio.
A decisão de ir para os EUA foi considerada errada por 62% dos entrevistados – 29% dizem que foi uma decisão correta e 9% não responderam.
Na segmentação, 92% da esquerda, lulista e não lulista, classificaram como errada a ação. Entre independentes, 63% disseram achar errada e 21% correta. Na direita não bolsonarista, uma nova divisão: 46% correta e 45% errada. E entre bolsonaristas, 90% dizem que a decisão foi acertada.
A pesquisa mostra ainda que 60% acham que Flávio Bolsonaro agiu mal diante da derrota para Lula e 25% que agiu “bem” – 9% disseram que nem bem, nem mal. O índice supera em 15 pontos aqueles que disseram que Jair Bolsonaro (PL) agiu mal ao deixar o Brasil após a derrota eleitoral em 2022.
Os dados apontam também que 59% desaprovam o fato de Flávio contestar o resultado das urnas – eram 61% com o pai, em 2022.
Para 61%, as eleições foram “limpas e justas”, ante 30% que dizem que foi fraudada. Em 2022, 64% diziam que as eleições foram limpas e 29% fraudadas.
A Quaest ouviu 2004 pessoas entre os dias 30/10 e 02/11. A pesquisa tem 95% de confiabilidade e 2pp de margem de erro.
Pesquisa Quaest: 56% acreditam que Flávio Bolsonaro fugiu da Justiça ao deixar o Brasil
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