Mesmo liderando todas as pesquisas de intenção de voto para o governo de Minas Gerais, o senador Cleitinho (Republicanos) ainda não tinha certeza se disputaria o Palácio da Liberdade.
O principal motivo da dúvida do senador está relacionado a uma tragédia recente: a morte de seu irmão Matheus Augusto Azevedo, no último dia 18, vítima de complicações decorrentes de leucemia.
As dúvidas em torno da candidatura de Cleitinho ao governo de Minas Gerais aumentaram ainda mais no último sábado (25), quando o Republicanos realizou sua convenção nacional e o senador não compareceu.
Mas o suspense chegou ao fim: Cleitinho decidiu que vai disputar o governo de Minas Gerais. A decisão foi tomada durante uma reunião com uma liderança do Republicanos e com seu irmão, o deputado estadual Eduardo Azevedo.
Com a decisão tomada, Republicanos e PL retomam agora as conversas para discutir uma possível aliança em Minas Gerais, considerado o colégio eleitoral mais importante do Brasil.
O Republicanos tem até o dia 5 de agosto para confirmar, na Justiça Eleitoral, a candidatura de Cleitinho ao governo de Minas Gerais.
Cleitinho dispara e lidera disputa pelo governo de MG
Pesquisa Quaest encomendada pela Genial Investimentos e divulgada nesta terça-feira (28) mostra o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) liderando com folga a corrida ao governo de Minas Gerais, com 35% das intenções de voto no cenário mais amplo. O levantamento ouviu 1.482 eleitores entre 22 e 26 de julho, com margem de erro de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos.
Apesar do favoritismo nas pesquisas, Cleitinho ainda não foi oficializado como candidato pelo Republicanos, seu partido, o que mantém o cenário eleitoral mineiro em aberto.
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Intenções de voto
No cenário mais amplo testado pela Quaest, Cleitinho Azevedo aparece com 35% das intenções de voto, mais que o dobro do segundo colocado. Alexandre Kalil (PDT) vem em seguida com 12%, Patrus Ananias (PT) com 10% e Mateus Simões (PSD) com 6%. A distância entre o líder e o restante do pelotão se mantém estável nos demais cenários em que o senador é incluído, com variações dentro da margem de erro.
Cleitinho Azevedo (Republicanos): 35%
Alexandre Kalil (PDT): 12%
Patrus Ananias (PT): 10%
Mateus Simões (PSD): 6%
Gabriel Azevedo (MDB): 4%
Ben Mendes (Missão): 2%
Flávio Roscoe (PL): 2%
Maria da Consolação (PSOL): 1%
Jarbas Soares Júnior (PSB): 0%
Rafael Duda (PSTU): 0%
Túlio Lopes (PCB): 0%
Indecisos: 15%
Branco/nulo/não vai votar: 13%
Nos cenários simulados sem a presença de Cleitinho, o quadro muda de figura: Kalil sobe para 15%, Patrus Ananias para 13% e Mateus Simões para 9%, configurando um empate técnico entre os três dentro da margem de 3 pontos percentuais. A pesquisa também marca a estreia de Patrus Ananias nos levantamentos, sendo ele o nome indicado pelo PT para a disputa estadual e apoiado pelo presidente Lula. Mateus Simões, por sua vez, conta com o apoio do ex-governador Romeu Zema (Novo).
Cleitinho Azevedo (Republicanos): 34%
Alexandre Kalil (PDT): 12%
Patrus Ananias (PT): 10%
Mateus Simões (PSD): 6%
Gabriel Azevedo (MDB): 4%
Ben Mendes (Missão): 2%
Flávio Roscoe (PL): 2%
Maria da Consolação (PSOL): 1%
Rafael Duda (PSTU): 0%
Túlio Lopes (PCB): 0%
Indecisos: 17%
Branco/nulo/não vai votar: 12%
Cenários de segundo turno e rejeição dos candidatos
Nas simulações de segundo turno, Cleitinho Azevedo mantém a liderança com margens expressivas: vence Kalil por 44% a 29%, Patrus Ananias por 46% a 31% e Mateus Simões por 46% a 15%. Nos cenários sem o senador, Simões e Kalil aparecem tecnicamente empatados, com 30% e 29%, respectivamente, e o mesmo empate se repete em uma disputa entre Simões e Patrus, ambos com 30%.
O dado que mais complica a trajetória de Alexandre Kalil é o índice de rejeição: 39% dos entrevistados afirmam que não votariam nele, o maior entre todos os candidatos testados e um aumento em relação aos 36% registrados em abril. Patrus Ananias aparece com 35% de rejeição, Cleitinho Azevedo com 20% e Mateus Simões com 12%. Para Kalil, a combinação de segundo lugar nas intenções de voto com a maior rejeição do campo representa um obstáculo concreto, especialmente em um eleitorado que a própria pesquisa descreve como volátil: 63% dos eleitores ouvidos afirmam que ainda podem mudar seu voto para governador, ante 60% em abril. Apenas 36% consideram a decisão definitiva.
Indefinição da candidatura de Cleitinho e impacto político
Apesar de liderar com folga todas as simulações em que aparece, Cleitinho Azevedo ainda não foi oficializado como candidato ao governo de Minas Gerais pelo Republicanos. O partido realizou sua convenção eleitoral no último sábado (25), mas o senador não compareceu ao evento. A definição dos candidatos a governador, vice e senador ainda depende de negociações com a coligação formada por União Brasil, PP e Podemos.
A indefinição de Cleitinho é apontada como o principal foco de incerteza na campanha de Flávio Bolsonaro (PL), que aguarda uma decisão do senador para consolidar sua estratégia em Minas Gerais. O estado é um dos mais importantes eleitoralmente do país, e a ausência de uma candidatura confirmada pelo nome mais bem posicionado nas pesquisas prolonga um vácuo que afeta o planejamento de aliados e adversários. Com 63% do eleitorado ainda aberto a mudar de voto e as candidaturas do campo progressista, como a de Patrus Ananias, ainda em fase de apresentação ao público, as próximas semanas serão decisivas para que o cenário mineiro ganhe contornos mais definidos.
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