Datafolha: Raquel Lyra tem 49%; João Campos, 45%

Datafolha: Raquel Lyra tem 49%; João Campos, 45%
Raquel - Raquel Lyra e João Campos/Foto: Agência Brasil

A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), e o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) aparecem tecnicamente empatados em uma eventual disputa de segundo turno pelo governo estadual, segundo pesquisa Datafolha realizada entre os dias 28 e 30 de julho com 1.022 eleitores e divulgada nesta sexta-feira (31).
Lyra registra 49% das intenções de voto, contra 45% de Campos. A diferença de quatro pontos está dentro da margem de erro de três pontos percentuais.
O levantamento, registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número PE-04519/2026, também revela que o eleitorado pernambucano continua dividido de forma semelhante ao segundo turno presidencial de 2022: quem votou em Lula tende a apoiar João Campos; quem votou em Jair Bolsonaro migra majoritariamente para Raquel Lyra.
Vantagem de Lyra diminui
A distância entre os dois principais adversários caiu desde o último levantamento.
Em maio, Raquel Lyra aparecia com 51% das intenções de voto, contra 44% de João Campos, abrindo sete pontos de vantagem.
Agora, a governadora marca 49%, enquanto Campos sobe para 45%, reduzindo a diferença para quatro pontos.
Embora ambos tenham oscilado dentro da margem de erro, o movimento indica um cenário mais competitivo.
Nesse cenário, 4% afirmam votar em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos, enquanto 2% não souberam responder.
Para João Campos, a redução da vantagem da adversária reforça a viabilidade da candidatura. Já para Raquel Lyra, o levantamento funciona como um sinal de alerta para a campanha.
Primeiro turno continua aberto
Na simulação de primeiro turno, Raquel Lyra mantém a liderança, mas a vantagem permanece relativamente estreita.
A governadora aparece com 48% das intenções de voto, enquanto João Campos registra 42%.
Ivan Moraes (PSOL) e Camila Falcão (UP) têm 1% cada. Renan Hallais (Missão) não pontuou.
Brancos, nulos e eleitores que dizem não votar em nenhum candidato somam 5%, enquanto outros 2% ainda estão indecisos.
Na pesquisa espontânea, quando os nomes não são apresentados ao entrevistado, Lyra é lembrada por 38% dos eleitores, contra 25% de João Campos.
O resultado mostra que a governadora possui maior reconhecimento junto ao eleitorado, vantagem natural para quem ocupa o cargo.
Mesmo assim, 25% dos entrevistados não souberam citar nenhum nome espontaneamente. Outros 6% disseram votar em branco ou nulo, enquanto 2% responderam apenas que votariam “no atual governador”. Também chamou atenção o fato de 1% mencionar Eduardo Campos, ex-governador de Pernambuco e pai de João Campos, morto em 2014.
Polarização nacional se repete em Pernambuco
Os recortes do Datafolha mostram que a disputa estadual reproduz praticamente o mesmo desenho político observado na eleição presidencial de 2022.
Entre os eleitores que votaram em Jair Bolsonaro, Raquel Lyra lidera com ampla vantagem: 70% contra 23%.
Entre os evangélicos, a vantagem da governadora também é expressiva: 62% a 31%.
João Campos, por sua vez, domina o eleitorado lulista. Entre os entrevistados que afirmam ter votado em Luiz Inácio Lula da Silva, o ex-prefeito aparece com 57%, contra 40% de Raquel Lyra.
A divisão por escolaridade também revela diferenças importantes.
Campos lidera entre os eleitores com ensino fundamental, por 54% a 40%.
Entre as mulheres, há empate técnico: João Campos registra 47% e Raquel Lyra, 46%.
Já entre os homens, a governadora abre vantagem, com 53% das intenções de voto, contra 42% do adversário.
Corrida ao Senado ainda está indefinida
A disputa pelas duas vagas de Pernambuco no Senado permanece bastante pulverizada.
Marília Arraes (PDT) aparece numericamente à frente nos dois cenários testados pelo Datafolha, com 18% das intenções de voto.
Na sequência surgem Humberto Costa (PT), com 15% em um cenário e 14% no outro, e Mendonça Filho (PL), que registra 10% nas duas simulações.
Miguel Coelho (União Brasil) aparece com 9%, enquanto Eduardo da Fonte (PP) soma 7%.
Os demais candidatos permanecem abaixo de 5%.
O dado mais significativo, porém, está na pesquisa espontânea: 78% dos eleitores afirmaram não saber em quem votar para o Senado.
Nos cenários estimulados, votos em branco, nulos ou em nenhum candidato chegam a 21%, indicando que a disputa pelas duas vagas ainda está completamente aberta e dependerá do avanço das campanhas nos próximos meses.

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