Deputado aciona MP e cobra investigação sobre patrimônio da esposa do vice de Tarcísio

Deputado aciona MP e cobra investigação sobre patrimônio da esposa do vice de Tarcísio
- Vice governador Felicio Ramuth e sua esposa Vanessa Ramuth - Foto: Ronny Santos/Folhapress)

O deputado estadual Emidio de Souza (PT-SP) protocolou representação junto ao Ministério Público de São Paulo (MP-SP) solicitando abertura de apuração – ou confirmação da existência de investigação em andamento – sobre a evolução patrimonial e as atividades empresariais de Vanessa Ramuth, esposa do vice-governador Felicio Ramuth.
O pedido foi motivado por uma série de reportagens publicadas por veículos de imprensa que revelam um crescimento patrimonial de mais de 580% em poucos anos e apontam movimentações milionárias envolvendo empresas ligadas à segunda-dama paulista, incluindo recursos provenientes de empresas com contratos públicos, Bets e de uma instituição financeira de Daniel Vorcaro.
Na avaliação de Emidio, os fatos são graves demais para serem tratados apenas como explicações privadas.
“Não cabe ao Parlamento investigar crimes, mas cabe exigir que as instituições cumpram seu papel. Quando surgem dúvidas dessa dimensão envolvendo a família do segundo homem mais poderoso do estado, o silêncio não é uma opção. A sociedade tem direito a respostas”, afirmou o parlamentar.
O deputado ressaltou que o requerimento não faz acusações nem antecipa conclusões sobre a existência de ilícitos. O objetivo é garantir que o MP analise contratos, documentos fiscais, origem dos recursos e eventual relação entre os negócios privados e a posição ocupada pelo vice-governador.
“O governo Tarcísio costuma cobrar rigor quando os fatos envolvem adversários políticos. Esse mesmo rigor precisa valer quando as suspeitas alcançam integrantes do próprio governo. Transparência não pode ter lado”, alertou.
O que pede o deputado
Entre os pedidos, Emidio requer que o MP informe se já existe procedimento instaurado sobre o caso e, se não houver, avalie a abertura de investigação. Também solicita análise das operações financeiras das empresas citadas nas reportagens, da compatibilidade entre pagamentos recebidos e serviços prestados, além da eventual relação entre esses negócios e contratos públicos.
“O que fortalece as instituições é a fiscalização sem seletividade. Quem exerce o poder deve estar disposto ao mesmo nível de escrutínio que exige dos demais. É isso que a população espera de um governo que diz combater privilégios e defender a ética na administração pública”, concluiu o deputado.

Ver mais

💬 Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar!