Clubes Militares retomam golpismo e convocam “reação cívica” para reverter situação no Brasil

Clubes Militares retomam golpismo e convocam “reação cívica” para reverter situação no Brasil
- Flávio Bolsonaro e Ives Gandra Martins em restaurante do Clube Militar na Cinelândia, no Rio (Instasgram / O...

Enfileirados nos luxuosos clubes bancados com dinheiro público, militares da reserva voltaram a se assanhar com a possibilidade de uma nova tomada a força pelo poder, desta vez novamente com a ajuda dos EUA, de Donald Trump, que tem interferido diretamente nas eleições presidenciais do Brasil em favor de Flávio Bolsonaro (PL).
Após cederem o general Hamilton Mourão (Republicanos), então presidente do Clube Militar do Rio de Janeiro, para vice na chapa de Jair Bolsonaro (PL) em 2018, dando ares de apoio militar à candidatura, as entidades que aglutinam reservistas do Exército, Marinha e Aeronáutica divulgaram uma nota conjunta nesta segunda-feira (3) em que apontam “os riscos à nação” e conclamam para uma “reação cívica” às vésperas das eleições presidenciais, que apontam para a possiblidade de reeleição de Lula para um inédito e histórico quarto mandato.
“É evidente o inconformismo de uma parcela significativa da sociedade, da qual faz parte a maioria de nossos associados, diante da necessidade de uma reação cívica capaz de reverter a situação em que o Brasil se encontra”, diz a nota.
Em seguida, retoma um antigo jargão, historicamente alegado para tentativas de tomar o poder, que ofusca as mordomias em que vivem a nata do militarismo golpista brasileiro.
“Sob essa perspectiva, a leniência com a corrupção, a tolerância com o crime e o descaso com a gestão da coisa pública contribuíram para levar o País a um cenário de crescente falência moral, institucional e econômica”, repetem a ladainha, em nota, os clubes militares.
Os militares de pijama, como são pejorativamente tratados, ainda reclamam da condução diplomática do governo Lula diante das sanções impostas por Donald Trump a pedido do clã Bolsonaro.
“Em um momento de elevada sensibilidade da economia mundial, a opção por criar ruídos diplomáticos desnecessários, adotar críticas personalistas, antecipar o debate eleitoral e promover desalinhamentos políticos com importantes países, acabou comprometendo relações bilaterais construídas ao longo de mais de dois séculos de cooperação. As retaliações comerciais poderiam ter sido evitadas por meio de uma condução mais técnica e pragmática, como defenderam diversas entidades durante audiências públicas ao longo do último ano”, diz o texto.
Em seguida, a nata da reserva militar diz que “os riscos à Nação são concretos e podem ser resumidos na possibilidade de o Brasil tornar-se um país economicamente insolvente, politicamente ingovernável e, por consequência, cada vez mais irrelevante no cenário internacional” e pregam que “parece pouco provável que soluções consistentes surjam de um ambiente político marcado por sucessivas crises”.

 

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