Flávio Bolsonaro (PL-RJ) chega à disputa pela Presidência da República em 2026 com um patrimônio bem diferente daquele informado à Justiça Eleitoral em sua última eleição.
No registro de candidatura apresentado nesta quinta-feira (13), o senador declarou R$ 8,186 milhões em bens. Em 2018, quando foi eleito para o Senado, havia informado R$ 1,786 milhão. A diferença é de R$ 6,4 milhões. Em oito anos, o patrimônio declarado aumentou cerca de 358%.
A candidatura foi formalizada pelo PL na noite desta quinta. O registro encerrou, ao menos por enquanto, uma confusão envolvendo a situação partidária de Flávio no sistema da Justiça Eleitoral.
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Horas antes, o senador aparecia vinculado ao Missão, legenda presidida por Renan Santos, também candidato à Presidência. A situação impedia que Flávio fosse registrado pelo PL. Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou o restabelecimento da filiação ao partido de Jair Bolsonaro. O TSE confirma que Nunes Marques ocupa atualmente a presidência da Corte.
Flávio afirmou que não autorizou a mudança de partido e atribuiu o episódio a uma fraude. Disse ainda ter recebido cobrança via Pix relacionada a uma suposta filiação. O Missão apresentou outra versão e afirmou que o procedimento teria sido autorizado por um endereço de e-mail ligado ao senador.
A controvérsia marcou o dia em que o senador conseguiu oficializar sua entrada na corrida presidencial. Com a filiação ao PL restabelecida, a legenda apresentou o pedido de registro da candidatura ainda na noite de quinta-feira.
Patrimônio de Flávio Bolsonaro cresce 358% em oito anos e chega a R$ 8,1 milhões
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