Após cinco anos consecutivos à frente de manifestações na Avenida Paulista, em São Paulo, o pastor Silas Malafaia não participará da organização do ato que setores da direita planejam realizar no local em 7 de Setembro de 2026.
Em declaração à coluna de Igor Gadelha, no Metrópoles, Malafaia confirmou que não está organizando nenhum protesto para a data neste ano. O pastor, porém, rejeitou a interpretação de que esteja tentando se afastar da manifestação que está sendo preparada pelo PL, partido do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro.
“Não, eu não quero manter certa distância do ato. Eu fazia os eventos a pedido de (Jair) Bolsonaro. Não sou político. Como eu fazia coisa bem feita e direita e botava o pé na porta que eu queria bagunçar, o Bolsonaro dizia: não, isso é com Malafaia. Mas eu não eu não tenho nada a ver com o partido político, não. Problema é deles. Deus os abençoe e não desampare”, afirmou o pastor.
A declaração marca uma mudança em relação aos anos anteriores, quando Malafaia teve papel central na mobilização de manifestações bolsonaristas na principal avenida da capital paulista.
PL reserva a Avenida Paulista
O ato deste ano está sendo organizado pelo PL. Em 9 de junho, o presidente estadual da legenda em São Paulo, Tadeu Candelária, solicitou à Prefeitura de São Paulo a reserva da Avenida Paulista para a realização de um comício em 7 de setembro.
Segundo o pedido, a manifestação está prevista para ocorrer das 10h às 20h. O partido estima reunir cerca de 20 mil pessoas no local.
A estrutura planejada inclui um trio elétrico, palco desmontável, tendas de apoio, banheiros químicos e ambulâncias.
A ausência de Malafaia na organização não significa, segundo o próprio pastor, um rompimento com o ato ou com o campo político de direita. Ele atribuiu sua atuação em manifestações anteriores a pedidos feitos pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e ressaltou que não possui vínculo com partido político.
Malafaia abandona Flávio Bolsonaro no 7 de Setembro da Paulista
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