Romário rompe com PL e anuncia apoio a Eduardo Paes para o governo do Rio

Romário rompe com PL e anuncia apoio a Eduardo Paes para o governo do Rio
- Flávio Bolsonaro, Romário e Davi Alcolumbre (Edilson Rodrigues/Agência Senado)

O senador Romário (RJ) formalizou na sexta-feira (14 de agosto) sua desfiliação do Partido Liberal e anunciou apoio à candidatura de Eduardo Paes (PSD) ao governo do Rio de Janeiro.
A decisão foi comunicada por meio de ofício ao presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, e por nota pública divulgada no dia seguinte. Romário declarou que permanecerá sem partido por ora e que não há negociações em andamento para nova filiação, justificando a saída como o encerramento de um ciclo político e a busca por maior liberdade de ação eleitoral.
Romário deixa o PL e apoia Paes
Depois de cinco anos filiado ao Partido Liberal, o senador Romário (RJ) protocolou seu pedido de desfiliação na sexta-feira, 14 de agosto de 2026, e declarou apoio público a Eduardo Paes (PSD) na disputa pelo Palácio Guanabara.
A assessoria do parlamentar confirmou que ele seguirá, “neste primeiro momento, sem partido” e que não há conversas em curso com outras legendas para uma nova filiação.
Em ofício enviado a Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL, Romário afirmou ter tomado a decisão “após profunda reflexão sobre os caminhos políticos que considero melhores para o povo do Rio de Janeiro e sobre a forma pela qual posso contribuir neste processo eleitoral com maior coerência e liberdade de ação”, segundo o documento.
“Tenho respeito pelo PL e pelas pessoas com quem caminhei nos últimos anos. Foi uma decisão pensada, tomada com tranquilidade e sem qualquer questão pessoal. Entendi que este é o momento de encerrar esse ciclo e seguir um novo caminho político. Saio sem briga, sem ressentimento e com respeito por todos”, declarou o senador em nota.
As justificativas e o cenário político
Romário descreveu a saída como o resultado de um amadurecimento ao longo dos últimos meses, sem rupturas pessoais com integrantes da sigla.
A justificativa oficial fala em “coerência” e “liberdade de ação”, mas o contexto é direto: o PL lançou o presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Douglas Ruas, como seu candidato ao governo fluminense, com o apoio explícito de Flávio Bolsonaro. Permanecer no partido enquanto fazia campanha para o adversário seria politicamente insustentável.
“Tenho minhas posições, o Eduardo tem as dele e não precisamos concordar em tudo. O que pesa para mim é o Rio. Acredito que ele reúne hoje as melhores condições para governar o estado, construir soluções e enfrentar problemas que se arrastam há muitos anos e que até hoje nenhum governador conseguiu resolver. Minha escolha está feita e vou apoiá-lo publicamente.”
O movimento não é inédito. Em 2024, Romário já havia declarado voto na reeleição de Eduardo Paes à Prefeitura do Rio, mesmo com o PL apoiando Alexandre Ramagem. O rompimento de agora é, portanto, a formalização de um distanciamento que já vinha se aprofundando há pelo menos dois anos, e que agora ganhou consequências institucionais concretas.
Ao sair do PL, Romário ganha liberdade formal para fazer campanha por Paes sem o constrangimento de estar vinculado ao partido que sustenta o candidato adversário. O senador confirmou que atuará publicamente na campanha do PSD ao governo estadual.
A adesão de Romário se soma a uma sequência de movimentos que vêm ampliando a base de Paes na região metropolitana. Na quarta-feira anterior, 12 de agosto, o prefeito de Nova Iguaçu, Dudu Reina (PP), e o ex-prefeito Rogério Lisboa (PP) também declararam apoio ao candidato do PSD.
Lisboa chegou a ser cotado como vice na chapa de Douglas Ruas, mas deixou o posto em julho. Com as novas adesões, Paes reúne o apoio de nove dos 13 prefeitos da Baixada Fluminense, enquanto Ruas conta com apenas três municípios da região: Nilópolis, Mesquita e Guapimirim.

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