O desabafo de Gabriela Duarte após “constrangimento” em entrevista de Regina sobre Bolsonaro

O desabafo de Gabriela Duarte após “constrangimento” em entrevista de Regina sobre Bolsonaro
Gabriela Duarte - Reprodução de Vídeo/Instagram

Gabriela Duarte fez um desabafo após a repercussão da entrevista concedida ao lado da mãe, Regina Duarte, à Folha de S.Paulo. Em vídeo publicado nas redes sociais no domingo (23), a atriz criticou a condução da conversa, que avançou sobre a passagem de Regina pelo governo de Jair Bolsonaro, e afirmou que o encontro acabou tendo o “constrangimento como protagonista”.
A entrevista, publicada pela Folha na quinta-feira (20), tinha como ponto de partida o reencontro profissional de mãe e filha nos palcos depois de mais de 20 anos. O clima mudou quando a reportagem passou à política, abordou os 74 dias de Regina na Secretaria Especial da Cultura do governo Bolsonaro e chegou às eleições de 2026.
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Gabriela Duarte critica busca por clique e manchete
No desabafo, Gabriela reconheceu que perguntas difíceis fazem parte do trabalho jornalístico, mas disse enxergar um limite na forma de conduzi-las. “Tem uma diferença entre perguntar e insistir até provocar uma reação”, afirmou.
Segundo a atriz, o problema aparece quando o desconforto passa a ocupar mais espaço do que a resposta e a entrevista se transforma em busca por uma frase, um corte ou uma manchete. Gabriela também questionou a lógica de audiência nesse tipo de abordagem: “se o clique vale mais que o contexto”, disse, o problema ultrapassa uma entrevista específica.
Ela argumentou ainda que a conversa deveria ter como eixo cultura, teatro, trajetória e o reencontro com Regina. Para Gabriela, a insistência em política partidária numa entrevista destinada ao caderno de cultura merecia reflexão.
Folha diz que Regina Duarte queria responder sobre política
Ao noticiar o desabafo de Gabriela Duarte, a Folha registrou um contraponto: segundo o jornal, Regina Duarte demonstrou disposição para responder às perguntas políticas e chegou a verbalizar essa vontade mesmo diante das intervenções da filha, de integrantes da equipe da peça e de pessoas que acompanhavam a entrevista.
Na conversa original, Regina foi questionada sobre o custo pessoal de ter integrado o governo Bolsonaro. A atriz afirmou que retomou normalmente a vida depois dos 74 dias no cargo, embora reconhecesse que ainda há pessoas que não a perdoam pela decisão de entrar no governo ou de deixá-lo.
O clima voltou a ficar tenso quando a entrevista chegou a Flávio Bolsonaro e à eleição presidencial de 2026. Regina foi questionada se mantinha pelo filho do ex-presidente a mesma admiração já manifestada por Jair Bolsonaro, mas evitou revelar sua escolha eleitoral.
A relação de Regina com Bolsonaro marcou sua trajetória pública nos últimos anos. Em 2020, quando ainda comandava a Cultura, a Fórum mostrou a então secretária elogiando o ex-presidente durante uma transmissão nas redes. A passagem pelo governo durou pouco mais de dois meses e foi cercada por controvérsias.
Gabriela, por sua vez, já tornou públicas divergências em relação às posições políticas da mãe. Agora, no reencontro das duas para a peça “A Filha da…”, o passado de Regina no governo Bolsonaro voltou ao centro da conversa e produziu justamente a repercussão que Gabriela afirma ter tentado evitar.
 

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