São Paulo perdeu, pela primeira vez em 14 anos, a liderança do Ranking de Competitividade dos Estados. O Estado, que ocupava o primeiro lugar desde o início da série histórica, caiu para a segunda posição no levantamento de 2026, divulgado pelo Centro de Liderança Pública (CLP). Santa Catarina assumiu o topo pela primeira vez.
A mudança ocorre durante o governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos), iniciado em 2023, e interrompe uma sequência de 14 anos em que São Paulo aparecia como o Estado mais competitivo do país.
Apesar da queda para o segundo lugar, São Paulo continua apresentando os melhores resultados nacionais em áreas como infraestrutura, educação e sustentabilidade ambiental O desempenho, porém, não foi suficiente para manter a liderança geral.
Santa Catarina chegou ao primeiro lugar impulsionado por avanços em segurança pública, capital humano, potencial de mercado e eficiência da administração pública. O Estado aparece entre os cinco melhores em todos os dez pilares avaliados pelo estudo.
São Paulo perde o primeiro lugar
O ranking é elaborado a partir de 100 indicadores distribuídos em dez áreas: infraestrutura, sustentabilidade social, segurança pública, educação, solidez fiscal, eficiência da máquina pública, capital humano, sustentabilidade ambiental, potencial de mercado e inovação.
A ascensão catarinense foi resultado de uma melhora consistente em diferentes áreas. Um dos avanços mais expressivos ocorreu no indicador de eficiência da máquina pública: o Estado saltou da 10ª para a 3ª colocação.
Santa Catarina também lidera os indicadores de segurança pública, sustentabilidade social, potencial de mercado e capital humano.
O mercado de trabalho contribui para o resultado. Segundo a Pnad Contínua, no primeiro trimestre de 2026 o Estado registrou a menor taxa de desocupação do país.
Paraná fica em terceiro
O Paraná aparece na terceira colocação do ranking e mantém presença entre os dez melhores Estados em todos os pilares analisados.
O Rio Grande do Sul ocupa o quarto lugar, após avançar uma posição. O resultado ganhou destaque porque o Estado ainda enfrenta os efeitos das enchentes que atingiram a região.
“Atingir essa marca, mesmo após enfrentar as adversidades causadas pelas enchentes, é um feito memorável”, afirmou Tadeu Barros, diretor-presidente do CLP.
O levantamento também registrou o melhor resultado histórico do Piauí. O Estado subiu para a 19ª posição, com avanços principalmente em solidez fiscal e potencial de mercado.
Rio de Janeiro fora do top 10
O Rio de Janeiro avançou duas posições, mas permanece como o único Estado do Sudeste fora do grupo dos dez mais competitivos.
O principal problema apontado pelo levantamento é a situação fiscal. O Rio ocupa apenas a 23ª posição nesse indicador e apresenta uma diferença de aproximadamente 37 pontos em relação aos demais Estados do Sudeste.
O resultado ocorre em meio a uma mudança na política de endividamento estadual. Neste mês, o Rio deixou o Regime de Recuperação Fiscal (RRF), ao qual havia aderido em 2022, e passou para o Propag, programa federal criado para permitir a renegociação das dívidas dos Estados.
A dívida do Rio com a União já supera R$ 210 bilhões.
Outro problema apontado é a dificuldade de transformar qualificação profissional em emprego. O Estado aparece em terceiro lugar no indicador de qualificação dos trabalhadores e em segundo em produtividade, mas registra os piores resultados em desocupação de longo prazo e inserção econômica.
Ranking aponta avanço do paíscompetitividade
Apesar das diferenças entre os Estados, o levantamento identificou uma melhora na média nacional entre 2025 e 2026.
O resultado ocorreu em um cenário de juros elevados e custo de capital ainda pressionado, ao mesmo tempo em que o país passa por mudanças relacionadas à reforma tributária.
Entre os fatores positivos estão a baixa taxa de desemprego e o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). O estudo também registra melhora superior a 30% na mediana do indicador de sustentabilidade ambiental e avanço no potencial de mercado.
Na educação, a evolução média foi de 3%.
O novo ranking, portanto, altera uma posição que parecia consolidada: depois de 14 anos consecutivos no topo, São Paulo deixa de ser o Estado líder em competitividade justamente durante o governo Tarcísio de Freitas. Santa Catarina passa a ocupar o primeiro lugar nacional.
Sob Tarcísio, SP deixa liderança de ranking de competitividade após 14 anos
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