Supresa na Atlas: Lula mantém liderança, mas Augusto Cury tem 7,8%

Supresa na Atlas: Lula mantém liderança, mas Augusto Cury tem 7,8%
Lula e Flávio Bolsonaro a disputa eleitoral de 2026. - Lula e Flávio Bolsonaro/ Foto: Ricardo Stuckert/PR e Andressa...

A mais recente pesquisa nacional AtlasIntel/Bloomberg, divulgada na manhã desta segunda-feira (31), revela um quadro de sólida estabilidade no topo da disputa pela Presidência da República em 2026, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sustentando a liderança tanto no primeiro turno quanto em uma eventual disputa direta na segunda etapa da eleição, mas traz um fator bastante surpreendente: um crescimento expressivo do psiquiatra escritor Augusto Cury (Avante).
Primeiro Turno: Liderança consolidada e dinâmica da “terceira via”
No cenário de primeiro turno com todos os pré-candidatos postos no tabuleiro, Lula (PT) lidera a corrida presidencial com 43,4% das intenções de voto. O atual mandatário consegue concentrar com folga a preferência do eleitorado progressista e de centro-esquerda, mantendo um patamar que o deixa em posição confortável para avançar à fase decisiva do pleito.
Em segundo lugar surge o senador Flávio Bolsonaro (PL), que soma 33,7% das intenções de voto. O parlamentar se consolida como o principal herdeiro da base eleitoral bolsonarista e a força motriz da oposição, embora ainda enfrente uma distância de quase dez pontos percentuais em relação ao primeiro colocado neste primeiro momento.
Atrás dos dois principais polos da política nacional, a chamada “terceira via” apresentou movimentações relevantes. O escritor Augusto Cury (Avante) registrou um avanço nas intenções de voto ao subir de 3% no levantamento do mês de julho para 7,8% em agosto, assumindo a terceira posição. Logo em seguida aparece Renan Santos (Missão), com 7,6%.
O desempenho com todos os postulantes ao Palácio do Planalto, no primeiro primeiro turno, no novo levantamento AtlasIntel/Bloomberg foi o seguinte:

Lula (PT): 43,4%
Flávio Bolsonaro (PL):  33,7%
Augusto Cury (Avante): 7,8%
Renan Santos (Missão): 7,6%
Ronaldo Caiado (PSD): 3,3%
Pablo Marçal (PRTB): 1,9%
Romeu Zema (Novo): 1,0%
Samara (UP): 0,9%
Rui Costa Pimenta (PCO): 0,1%
Veterinário Wilson Grassi (Democrata): 0,1%
Votos brancos/nulos: 0,1%
Indecisos: 0,2%

Segundo Turno: Confronto direto entre Lula e Flávio
No afunilamento para um eventual segundo turno, o presidente Lula obtém 47,1% das intenções de voto contra 42,6% de Flávio Bolsonaro. A vantagem de 4,5 pontos percentuais a favor do atual presidente reflete a forte polarização política que continua a estruturar o debate nacional.
A evolução comparativa do confronto direto em relação ao levantamento do mês passado demonstra pequenos ajustes na preferência do eleitorado:
Lula (PT): Registrava 49,2% em julho e passou para 47,1% em agosto, apresentando uma oscilação negativa de 2,1 pontos percentuais.
Flávio Bolsonaro (PL): Aparecia com 42,9% no mês anterior e recuou para 42,6% na medição atual, variando 0,3 ponto percentual para baixo.
Brancos, Nulos e Indecisos: O grupo de eleitores sem candidato definido na disputa direta cresceu de 7,9% em julho para 10,3% em agosto, um avanço de 2,4 pontos percentuais.
Embora ambas as movimentações das candidaturas principais tenham ocorrido dentro ou muito próximas do limite da margem de erro, a retração do senador do PL foi ligeiramente mais acentuada do que a do presidente do PT. Essa dinâmica permitiu uma expansão marginal na margem de vantagem de Lula, que subiu de 3,5 para 4,5 pontos percentuais de um mês para o outro. O aumento do grupo de indecisos e votos nulos também sinaliza um contingente maior de eleitores aguardando o afunilamento definitivo da campanha antes de tomar uma decisão no embate direto.
Avaliação de governo e níveis de rejeição
A estrutura do eleitorado e a sustentação dos nomes de Lula e Flávio no topo das pesquisas estão diretamente conectadas com a percepção sobre a atual gestão federal e a imagem pública dos líderes político-partidários.
A aprovação do governo federal segue dividindo o país. A gestão do presidente Lula é aprovada por 45,4% dos entrevistados, enquanto 52,9% a desaprovam. No detalhamento por conceitos, 37,0% consideram o governo ótimo ou bom, 11,9% avaliam a administração como regular e 51,1% a classificam como ruim ou péssima.
Em relação à rejeição individual, fator determinante nas estratégias de segundo turno, os dois candidatos do levantamento registram índices elevados e muito próximos:
Flávio Bolsonaro: Apresenta a maior rejeição individual entre os pré-candidatos avaliados, com 52,7% dos entrevistados afirmando que não votariam nele em nenhuma hipótese. A sua imagem geral é considerada negativa por 60% e positiva por 36% do eleitorado.
Lula: Registra um índice de rejeição de 52,0% dos eleitores, que declaram não votar no presidente sob qualquer circunstância. Sua imagem pública é avaliada de forma negativa por 52% da população e positiva por 46%.
Augusto Cury: O escritor beneficia-se de um índice de rejeição substancialmente menor que o dos nomes tradicionais da política, figurando com apenas 18,5% de recusa firme, além de 34% de imagem positiva e 30% de imagem negativa.
Os dados confirmam que o eleitorado brasileiro permanece altamente engajado e consolidado em torno do atual presidente e da principal liderança da oposição, consolidando a disputa de 2026 como uma reedição do embate de projetos que marca o cenário político recente.
Dados técnicos da pesquisa
A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07972/2026. O levantamento ouviu 5.014 respondentes em todo o território nacional entre os dias 25 e 30 de agosto de 2026. A metodologia utilizada foi a amostragem aleatória digital Atlas (RDR), e o estudo apresenta uma margem de erro de um ponto percentual para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

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