A defesa de Jair Bolsonaro (PL) recorreu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para tentar recompor a equipe que acompanha o ex-presidente durante sua prisão domiciliar em Brasília.
Em pedido apresentado nesta segunda-feira (31), os advogados solicitaram autorização para que dois antigos assessores, Max Guilherme Machado de Moura e Sérgio Rocha Cordeiro, voltem a prestar serviços na residência do ex-presidente.
Os dois são antigos integrantes do núcleo mais próximo de Bolsonaro. Trabalharam como assessores durante sua passagem pelo Palácio do Planalto e continuaram integrando sua equipe após o fim do mandato, em janeiro de 2023.
Max Guilherme e Sérgio Cordeiro chegaram a ser presos preventivamente durante a apuração e permaneceram cerca de quatro meses detidos. Posteriormente, as prisões foram revogadas.
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Agora, a defesa quer que ambos voltem a integrar o grupo de servidores autorizados a realizar atividades de rotina na residência onde Bolsonaro cumpre prisão domiciliar.
Como argumento, os advogados destacam que o Ministério Público Federal (MPF) pediu o arquivamento da investigação contra os dois, por considerar que não foram encontrados elementos mínimos capazes de demonstrar a participação dos ex-assessores nas irregularidades investigadas.
Com base nessa manifestação, a defesa sustenta que não ficou comprovado que Max Guilherme e Sérgio Cordeiro tenham atuado deliberadamente nas supostas fraudes.
A decisão sobre o retorno dos dois cabe agora a Alexandre de Moraes, responsável pelas determinações relacionadas às condições da prisão domiciliar de Bolsonaro.
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Relembre o caso dos cartões de vacina
A Polícia Federal investigou um esquema de inserção de dados falsos de vacinação contra a Covid-19 nos sistemas do Ministério da Saúde que teria beneficiado Jair Bolsonaro e pessoas próximas ao ex-presidente.
Em março de 2024, a PF indiciou Bolsonaro, o tenente-coronel Mauro Cid e outras 15 pessoas no âmbito da investigação. O ex-presidente e seu antigo ajudante de ordens foram indiciados pelos crimes de associação criminosa e inserção de dados falsos em sistema de informações.
O episódio também apareceu nos depoimentos do acordo de colaboração premiada de Mauro Cid. O sigilo do material foi posteriormente retirado por decisão do ministro Alexandre de Moraes, tornando públicos os relatos prestados pelo ex-ajudante de ordens.
Em relação a Max Guilherme e Sérgio Cordeiro, o MPF concluiu posteriormente que não havia elementos mínimos para sustentar a participação dos dois nas irregularidades e pediu o arquivamento da investigação contra eles. Essa manifestação é agora utilizada pela defesa de Bolsonaro para tentar viabilizar o retorno dos antigos assessores à equipe do ex-presidente.
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