O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino exigiu, nesta quarta-feira (9), a imediata reintegração do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, ao cargo, após ser afastado pelo ministro André Mendonça nesta terça-feira (8).
Dino atendeu a um recurso apresentado por Andrei Rodrigues após a decisão de Mendonça. A medida se estende a Leandro Almada, que volta a comandar a Diretoria de Inteligência da corporação.
“Ao Exmo. Presidente da República, autoridade competente para a nomeação do Diretor-Geral da Polícia Federal (art. 2º-C da Lei nº. 9.266/1996 c/c art. 1º, parágrafo único, do Decreto nº. 9.794/2019), que assegure a imediata reintegração de ANDREI AUGUSTO PASSOS RODRIGUES aos cargos de Delegado e de Diretor-Geral da Polícia Federal e de LEANDRO ALMADA DA COSTA aos cargos de Delegado e Diretor de Inteligência Policial da Polícia Federal, com o restabelecimento integral de suas respectivas atribuições funcionais. Esta determinação ficará vigente até o integral cumprimento, pela Polícia Federal, das medidas determinadas por esta Relatoria, em autos a mim distribuídos, sem interrupção decorrente de interferência externa”, determina Dino, em medida direcionada a Lula.
A decisão de Flávio Dino acontece no processo que analisa a destinação de emendas parlamentares, via orçamento secreto, supostamente para a produção do filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Leia a decisão do ministro na íntegra.
Íntegra da decisão de Flávio Dino
Entenda o caso
Nesta terça-feira (8), em uma decisão monocrática – sem ser provocado por nenhuma parte -, o ministro André Mendonça determinou o afastamento do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e do delegado Leandro Almada da Costa da direção da Inteligência da corporação. A decisão ocorre em meio à crise na Suprema Corte entre Mendonça e Alexandre de Moraes.
Na decisão, Mendonça afirmou que foi monitorado de forma sistemática pela Polícia Federal desde o dia 3 de agosto. O ministro ainda cita uma petição do Partido Novo pedindo a prisão preventiva do diretor-geral da PF após o nome “Andrei” aparecer em uma das mensagens contidas no celular de Daniel Vorcaro, vazadas seletivamente, nas investigação do escândalo do Master, do qual o ministro é relator no Supremo.
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