A decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, de determinar a retirada do sigilo de parte das investigações do caso Master provocou uma nova onda de manifestações políticas nas redes sociais nesta quinta-feira (10).
A medida ocorre em meio à crise aberta na Corte após decisões dos ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes envolvendo a investigação sobre o Banco Master e o relatório da Polícia Federal que cita uma suposta relação entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Ao determinar o levantamento do sigilo, Fachin afirmou que devem permanecer protegidas apenas informações cuja publicidade possa comprometer diligências futuras.
Nas redes, políticos de diferentes campos reagiram à decisão, que passou a ser interpretada como mais um capítulo da disputa institucional envolvendo o Supremo.
O FIM DO SIGILO DO CASO MASTER
Na semana passada, pedimos ao presidente Fachin o levantamento do sigilo das investigações. Ontem, o presidente Lula defendeu que tudo viesse a público. Agora, Fachin determinou providências para acabar com o segredo que encobre um dos maiores…
— Lindbergh Farias (@lindberghfarias) September 11, 2026
QUEBRADO O SIGILO DO CASO DO BANCO MASTER!!!
Como disse Lula, abram as janelas e deixem a democracia entrar!
O BRASIL PRECISA SABER A VERDADE https://t.co/1ZoiF3uyFf
— Jandira Feghali 6⃣5⃣6⃣5⃣ (@jandira_feghali) September 11, 2026
Vai ser muito difícil pra Flávio Bolsonaro dormir essa noite pic.twitter.com/Kkpheky8yS
— Marcelo Freixo (@MarceloFreixo) September 11, 2026
URGENTE
Depois da pressão de Lula, Fachin acaba de derrubar o sigilo do caso Master.
Vamos descobrir toda a verdade.
— Guilherme Cortez 5005 (@cortezpsol) September 11, 2026
A decisão de Fachin foi tomada após o ministro convocar uma sessão extraordinária do plenário para a próxima terça-feira (15), quando os ministros devem analisar o relatório da PF e discutir a validade dos procedimentos adotados na investigação.
Antes da decisão, Fachin passou a quinta-feira em articulações internas. O presidente do STF recebeu individualmente ministros como Alexandre de Moraes, André Mendonça, Dias Toffoli, Cristiano Zanin, Kássio Nunes Marques e Luiz Fux, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet.
O movimento foi interpretado dentro da Corte como uma tentativa de construir uma saída institucional para a crise envolvendo integrantes do tribunal.
*Em atualização
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