Quaest mostra Lula liderando primeiro turno e Flávio à frente no segundo

Quaest mostra Lula liderando primeiro turno e Flávio à frente no segundo
Lula e Flávio Bolsonaro - Fotos: Ricardo Stuckert PR/Carlos Moura Agência Senado

O senador Flávio Bolsonaro (PL) reduziu a distância para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa pelo Palácio do Planalto, segundo a nova pesquisa Quaest. O petista aparece com 36% das intenções de voto no primeiro turno, contra 31% do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. A diferença de cinco pontos percentuais é a menor registrada entre os dois na série histórica do instituto.
O escritor Augusto Cury (Avante) soma 7%, enquanto Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD) têm 4% cada. Romeu Zema (Novo) aparece com 1%. Outros 10% dos entrevistados estão indecisos e 7% afirmam que não votariam em nenhum dos candidatos.
A vantagem de Lula no primeiro turno não se repete na principal simulação de segundo turno. Flávio Bolsonaro aparece numericamente à frente, com 42% contra 40% do presidente. O resultado configura empate técnico, considerando a margem de erro de dois pontos percentuais.
O cenário é semelhante ao registrado em abril de 2026, antes do vazamento do áudio envolvendo Flávio e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Na atual rodada, 5% estão indecisos e 13% afirmam que não votariam em nenhum dos dois.
Flávio avança entre mulheres e no Sudeste
A análise dos dados da pesquisa aponta mudanças no perfil do eleitorado de Flávio Bolsonaro. O senador apresenta crescimento entre as mulheres, segmento que historicamente demonstrou maior resistência ao bolsonarismo após a pandemia e durante o governo Jair Bolsonaro.
O desempenho no Sudeste também chama atenção. Segundo a análise do levantamento, Flávio passou de uma desvantagem de dois pontos percentuais para uma vantagem de 16 pontos sobre Lula na região. Por concentrar a maior parcela da população brasileira, o Sudeste é considerado estratégico para a campanha dos candidatos.
Outro recorte relevante é o dos eleitores com renda entre dois e cinco salários mínimos. Embora esse grupo tenha sido beneficiado por medidas econômicas do governo Lula, a pesquisa aponta vantagem de dez pontos percentuais para Flávio.
Entre os eleitores independentes, o senador também aparece à frente, com uma diferença numérica de dez pontos. Esse segmento pode ser decisivo em uma disputa marcada pela consolidação das bases lulista e bolsonarista.
Desaprovação do governo e percepção sobre a eleição
A desaprovação do governo Lula alcança 50%, segundo a pesquisa. A análise dos dados destaca a dificuldade do presidente em ampliar sua aprovação durante a campanha de reeleição.
Entre os eleitores que aprovam a administração, 93% afirmam que votariam em Lula. O percentual equivale a 40% a 43%, conforme os recortes apresentados na pesquisa.
A percepção sobre o futuro do país também se mostra desfavorável ao presidente. Desde julho, o percentual de entrevistados que dizem ter medo da continuidade do governo Lula subiu de 38% para 44%.
Entre as mulheres, a rejeição a um eventual novo governo Bolsonaro, medida pelo temor declarado, caiu de 48% no início de agosto para 42%. O índice agora se iguala ao medo de uma nova gestão Lula.
Empate técnico nas demais simulações
A pesquisa mostra que Lula enfrenta disputas equilibradas em outros cenários de segundo turno. Contra Augusto Cury, o presidente registra 38%, ante 36% do escritor. Diante de Ronaldo Caiado, o placar é de 41% a 39% para Lula.
Contra Renan Santos, o petista aparece com 41%, enquanto o adversário soma 38%. Em todos esses confrontos, a vantagem de Lula é apenas numérica e permanece dentro da margem de erro.
O único cenário em que o presidente apresenta vantagem estatística é contra Romeu Zema. Lula alcança 45% das intenções de voto, contra 33% do ex-governador mineiro.
Maioria ainda aposta em vitória de Lula
Apesar do avanço de Flávio Bolsonaro, Lula continua sendo apontado pela maioria dos entrevistados como o provável vencedor da eleição. Para 54%, o presidente será reeleito. Outros 31% acreditam na vitória do senador, enquanto 3% citam outros candidatos e 12% não souberam responder.
A confiança na vitória de Lula é maior entre lulistas, eleitores de esquerda e independentes. Já os bolsonaristas são os que mais apostam na eleição de Flávio.
Entre os eleitores identificados com a direita, a crença na vitória do senador cresceu de 52% para quase 70%.
Potencial de voto
A pesquisa também revela que Lula possui espaço para ampliar sua votação em um eventual segundo turno. Embora registre 40% das intenções de voto contra Flávio, 45% dos entrevistados afirmam que poderiam votar no presidente.
Flávio, por sua vez, tem 42% das intenções de voto e um potencial de 43%, indicando uma margem menor para crescimento entre os eleitores.
Os dois candidatos apresentam índice de rejeição de 55%. Em uma disputa marcada pela polarização e pela proximidade entre os percentuais, a capacidade de conquistar eleitores ainda não definidos pode ser determinante para o resultado.
Metodologia
A pesquisa Quaest entrevistou 2.004 pessoas entre os dias 10 e 13 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-03607/2026.

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