O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro e o comentarista político Paulo Figueiredo chegam a Washington nesta terça-feira (15), para tentar reestabelecer sanções individuais contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Durante a agenda na capital norte-americana, o parlamentar confirmou reuniões com integrantes do governo do presidente Donald Trump para apresentar acusações de supostas violações de direitos humanos e perseguição política no Brasil.
A iniciativa tem como alvo o patrimônio e a movimentação financeira de Moraes nos Estados Unidos. Segundo a proposta apresentada pela comitiva brasileira, a ofensiva não busca impor sanções econômicas ou comerciais ao Brasil, mas atingir diretamente o ministro.
Lei Magnitsky é base da ofensiva
A estratégia se apoia na Lei Global Magnitsky, legislação norte-americana que permite ao governo dos Estados Unidos aplicar punições a estrangeiros acusados de corrupção ou de graves violações de direitos humanos.
Entre as medidas que poderiam ser adotadas estão o bloqueio de bens e ativos financeiros sob jurisdição norte-americana, a restrição de entrada ou trânsito nos Estados Unidos e a proibição de transações com instituições financeiras sujeitas às sanções.
As medidas também poderiam alcançar familiares diretos do ministro, conforme os termos das restrições eventualmente determinadas pelo governo norte-americano.
Antecedentes e tensão institucional
Moraes já foi alvo de sanções do governo dos Estados Unidos. Em julho de 2025, seu nome teria sido incluído na lista de sancionados, mas as penalidades financeiras e as restrições de viagem foram revogadas em dezembro daquele ano, após análises jurídicas bilaterais.
A nova movimentação de Eduardo Bolsonaro ocorre em meio ao agravamento das tensões entre setores da oposição brasileira e o STF. A viagem a Washington coincide com o início do julgamento, no plenário da Corte, de desdobramentos de investigações da Polícia Federal relacionadas ao caso do Banco Master.
A ofensiva internacional busca, assim, pressionar o governo Trump a retomar medidas contra Moraes em um momento de elevada disputa política e institucional no Brasil.
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