O nome de Kevin de Carvalho Marques, filho do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Kassio Nunes Marques, entrou de vez no turbilhão do caso Master nesta terça-feira (15).
O advogado de 25 anos aparece em mensagens encontradas pela Polícia Federal no celular de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. Nos diálogos, Vorcaro e Luiz Rennó, então diretor jurídico da instituição, fazem referência ao nome e aos contatos de Kevin enquanto discutem pagamentos.
Em uma das mensagens, enviada em julho de 2025, Rennó encaminha a Vorcaro um arquivo com o nome “Kevin Marques”, acompanhado de um número de telefone, e pergunta sobre um valor de R$ 500 mil mensais.
“Esse aqui — 500 mil mês — mantém?”
Em outra troca posterior, o mesmo material volta a aparecer e Rennó escreve “foi pago”.
As mensagens levantam questionamentos, mas não comprovam que Kevin tenha efetivamente recebido R$ 500 mil por mês. O advogado nega ter prestado serviços ao Banco Master ou recebido dinheiro de Vorcaro.
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Quem é Kevin Marques?
Kevin é advogado e filho de Kassio Nunes Marques, ministro indicado ao Supremo por Jair Bolsonaro em 2020 e atual presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Antes mesmo das novas mensagens, o nome do jovem advogado já havia aparecido nas apurações sobre movimentações financeiras relacionadas ao entorno do caso Master.
Entre 2024 e 2025, Kevin recebeu R$ 281,6 mil em 11 transferências da Consult Inteligência Tributária.
No período analisado, a empresa recebeu R$ 6,6 milhões do Banco Master.
Kevin confirma ter recebido os R$ 281,6 mil, mas afirma que o dinheiro corresponde ao pagamento por serviços jurídicos especializados na área tributária administrativa prestados à Consult.
Segundo o advogado, essa atuação não teve relação com o Banco Master, Daniel Vorcaro ou qualquer processo no Supremo.
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R$ 500 mil aparecem nas mensagens
As novas conversas acrescentaram outro elemento à história porque o nome e o telefone de Kevin aparecem diretamente em diálogos entre executivos do Master sobre pagamentos.
Isso, por si só, não comprova que o valor tenha sido destinado ao advogado nem esclarece a natureza de eventual pagamento. Kevin sustenta que nunca recebeu recursos do banco ou de Vorcaro.
Porém, o material passou a integrar o debate em torno das relações mantidas pelo ex-controlador do Master com pessoas próximas a integrantes do Supremo.
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Nunes Marques deixa julgamento
A revelação ganhou ainda mais repercussão nesta terça-feira porque ocorreu justamente no dia em que o STF se reuniu para decidir sobre a possível abertura de uma investigação contra Alexandre de Moraes a partir do relatório da Polícia Federal sobre o caso Vorcaro.
Logo no início da sessão, Nunes Marques anunciou que não participaria da votação e se declarou impedido.
O ministro afirmou que sua decisão levava em consideração principalmente o possível impacto eleitoral do julgamento, já que atualmente preside o TSE.
Durante a manifestação, Nunes Marques também saiu em defesa do filho.
“Meu filho nunca prestou nenhum serviço ao banco e nunca foi remunerado pelo banco.”
O ministro também afirmou nunca ter trocado mensagens com Daniel Vorcaro.
No caso de Kevin, há informações que precisam permanecer claramente separadas: ele reconhece ter recebido R$ 281,6 mil da Consult por serviços jurídicos; já os R$ 500 mil mensais aparecem em mensagens trocadas por executivos do Master associadas ao seu nome e telefone, mas Kevin nega ter recebido esse dinheiro.
Quem é Kevin Marques, filho do ministro do STF citado em mensagens de Vorcaro
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