O Datafolha divulgará nesta quinta-feira (17) uma nova pesquisa nacional sobre a sucessão presidencial de 2026. O levantamento será publicado dois dias após a sessão prevista no Supremo Tribunal Federal (STF) que poderá analisar, pela primeira vez, a abertura de uma investigação contra um dos integrantes da Corte, o ministro Alexandre de Moraes.
A pesquisa não ficará restrita às intenções de voto. O instituto também perguntará aos eleitores sobre a disputa entre Moraes e André Mendonça, além de investigar os possíveis efeitos do escândalo envolvendo o Banco Master na escolha do próximo presidente da República.
O trabalho de campo começa nesta terça-feira (15) e termina na quinta-feira (17). Serão entrevistados 2.002 eleitores de todo o país, por meio de questionários estruturados aplicados pessoalmente em pontos de fluxo populacional.
O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04029/2026. A pesquisa foi encomendada conjuntamente pela Empresa Folha da Manhã e pela Globo Comunicação e Participações, com custo informado de R$ 307 mil.
A margem de erro máxima é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%.
Crise no Supremo e escândalo do Banco Master
Entre os temas incluídos no questionário está a avaliação sobre a influência dos acontecimentos recentes no Judiciário sobre o voto. Os entrevistados serão consultados se o confronto entre Alexandre de Moraes e André Mendonça e o escândalo do Banco Master terão grande, pequena ou nenhuma influência na decisão sobre o candidato à Presidência.
O Datafolha também investigará se a crise no STF pode prejudicar as campanhas presidenciais e quais candidatos seriam mais afetados. Outra pergunta buscará identificar como os eleitores classificam politicamente os envolvidos no caso Banco Master: predominantemente de esquerda, de centro ou de direita.
O instituto ainda perguntará se a posição de um candidato ao Senado favorável ao impeachment de ministros do STF aumenta, não altera ou reduz a possibilidade de receber o voto do entrevistado.
Treze nomes no primeiro turno
O questionário terá uma pergunta espontânea sobre a intenção de voto para presidente. Em seguida, os entrevistados serão apresentados ao cenário estimulado, que reúne 13 candidatos.
A lista inclui Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Escritor Augusto Cury (Avante), Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), Pablo Marçal (PRTB), Renan Santos (Missão), Clariana Barão (DC), Edmilson Costa (PCB), Hertz Dias (PSTU), Rui Costa Pimenta (PCO), Samara (UP) e Veterinário Wilson Grassi (Democrata).
O instituto também medirá o grau de definição do voto, distinguindo os eleitores que consideram sua escolha consolidada daqueles que ainda admitem mudar de candidato. A pesquisa abordará as razões da preferência eleitoral, como identificação com propostas e preparo do postulante ou intenção de impedir a vitória de outro nome.
A rejeição dos candidatos também será aferida.
Cinco simulações de segundo turno
O Datafolha testará cinco confrontos para uma eventual segunda rodada da eleição, todos com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Os cenários são:
Lula (PT) x Flávio Bolsonaro (PL);
Lula (PT) x Ronaldo Caiado (PSD);
Lula (PT) x Romeu Zema (Novo);
Lula (PT) x Renan Santos (Missão);
Lula (PT) x Escritor Augusto Cury (Avante).
Sentimentos sobre o Brasil e posicionamento ideológico
O levantamento também incluirá perguntas sobre a percepção dos eleitores em relação ao país. O questionário avaliará sentimentos como orgulho ou vergonha, tranquilidade ou raiva, animação ou desânimo, medo ou confiança no futuro, tristeza ou felicidade, segurança ou insegurança e medo ou esperança.
Os entrevistados serão consultados sobre como votariam caso o voto não fosse obrigatório e sobre seu interesse por política.
O instituto ainda utilizará escalas ideológicas para identificar a posição dos participantes. Uma delas varia de 1 a 5, entre bolsonarista e petista. Outra vai de 1 a 7, entre esquerda e direita.
Pesquisa anterior apontou disputa apertada
A última pesquisa nacional do Datafolha foi divulgada em 11 de setembro. No principal cenário estimulado de primeiro turno, sem Pablo Marçal, Lula registrou 39% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro apareceu com 35%.
O Escritor Augusto Cury teve 6%, seguido por Ronaldo Caiado, com 4%, e Renan Santos, com 3%. Romeu Zema marcou 2%. Samara Martins, Rui Costa Pimenta, Clariana Barão e Edmilson Costa tiveram 1% cada. Veterinário Wilson Grassi e Hertz Dias não pontuaram.
Brancos, nulos e eleitores que não escolheriam nenhum candidato somaram 6%. Outros 4% disseram estar indecisos.
No cenário que incluiu Pablo Marçal, Lula manteve 39%, enquanto Flávio Bolsonaro registrou 33%. Cury ficou com 5%, Caiado com 4%, Renan Santos com 3% e Zema com 2%. Marçal apareceu com 2%, e Samara Martins e Wilson Grassi tiveram 1% cada. Os demais não pontuaram. Brancos e nulos somaram 6%, e os indecisos, 3%.
Segundo turno
Nas simulações de segundo turno divulgadas em setembro, Lula aparecia com 46% contra 44% de Flávio Bolsonaro. No confronto com Augusto Cury, o petista registrava 45%, ante 43% do adversário.
Contra Ronaldo Caiado, Lula tinha 46% e o governador de Goiás, 41%. Na disputa com Zema, o presidente marcava 48%, contra 39% do governador de Minas Gerais. Já diante de Renan Santos, Lula aparecia com 48%, enquanto o candidato do Missão registrava 37%.
A pesquisa anterior ouviu 2.002 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 8 e 10 de setembro. A margem de erro era de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no TSE sob o código BR-01833/2026.
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