Flávio Bolsonaro critica fim da escala 6×1 e chama PEC de “oportunista”

Flávio Bolsonaro critica fim da escala 6×1 e chama PEC de “oportunista”
- Sao Paulo, SP. 08/24/2026 - Elections 2026 - The presidential candidate for the PL party, Flavio Bolsonaro, talks...

Durante conversa com jornalistas nesta terça-feira (6), o candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, voltou a criticar o fim da escala 6×1 e defendeu que os trabalhadores “escolham” a própria carga horária.
Além disso, Flávio Bolsonaro afirmou que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que estabelece o fim da escala 6×1 e propõe a adoção do modelo 5×2 é “oportunista”. Segundo ele, a proposta só foi colocada em pauta pelo presidente Lula por causa da eleição presidencial.
“Tenho proposta infinitamente melhor do que essa que está na mesa. Liberdade do trabalhador de escolher sua própria carga horária. Nossa proposta é dar liberdade para que o trabalhador monte a sua jornada conforme a sua possibilidade e necessidade. Quem quer trabalhar mais, vai trabalhar mais. Quem quer trabalhar menos, vai trabalhar menos.”
https://x.com/sbtnews/status/2107514551319097580
Campanha de Flávio se mobiliza para impedir fim da escala 6×1 no Senado
A ofensiva para impedir o avanço da PEC que acaba com a escala 6×1 passa diretamente pelo núcleo político da campanha de Flávio Bolsonaro (PL). Nesta terça-feira (6), aliados do candidato devem tentar adiar a votação ou esvaziar o plenário, enquanto Davi Alcolumbre mantém o início das discussões sobre a proposta que reduz a jornada semanal de trabalho.
Um dos principais articuladores da resistência é Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha presidencial de Flávio e líder da oposição no Senado. A atuação não começou agora. Em setembro, o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues, afirmou que uma mobilização para esvaziar o plenário e impedir o avanço da mesma PEC havia sido articulada por Flávio Bolsonaro e pelo próprio Marinho.
A proposta reduz a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais, estabelece dois dias de repouso e proíbe redução salarial. O texto já passou pela Comissão de Constituição e Justiça e precisa de pelo menos 49 votos em dois turnos no plenário. Marinho votou contra a PEC na CCJ.
Além da oposição ligada à campanha de Flávio, entidades empresariais dos setores de comércio, serviços e indústria passaram a pressionar senadores para que não compareçam à votação. A estratégia é impedir que o governo consiga o quórum necessário.
O cenário ficou mais favorável aos adversários da proposta depois das eleições de domingo. O PL ampliou sua presença no Senado e chegará a 2027 como a maior bancada da Casa. Marinho, além de comandar a campanha de Flávio, é apontado como um dos nomes do partido para disputar a presidência do Senado.
O governo Lula, por sua vez, mantém a tentativa de votar a mudança ainda nesta semana. Sem acordo para acelerar o rito, serão necessárias cinco sessões de discussão antes da primeira votação.
A disputa em torno da 6×1, portanto, passou a integrar também o embate político do segundo turno, com o grupo de Flávio atuando contra uma das principais bandeiras trabalhistas defendidas pela campanha de Lula.

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