O presidente do Missão e ex-candidato à presidência Renan Santos subiu o tom contra uma eventual adesão de integrantes de seu partido à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno. Em live realizada nesta sexta-feira (9), ele negou que exista pressão interna para apoiar o senador e foi categórico ao se dirigir aos filiados que eventualmente tenham pretensões de aderir ao bolsonarismo.
“Todo mundo que estiver na nossa base e que queira apoiar aí o seu Flávio Bolsonaro, e que acha que tem que ser bolsonarista e que acha que o Nikolas é uma opção, vá embora. Vá embora”, afirmou.
Renan repetiu o recado diversas vezes e disse que pretende observar quantos filiados deixarão a legenda depois de sua manifestação.
“Eu vou fazer um teste. Eu vou ver o número de filiados que vão se desfiliar do partido Missão depois do que eu disse agora. Vá embora. Apenas vá embora”.
https://x.com/Felymissionaria/status/2108629186466202027?s=20
Renan nega pressão dentro do partido
A declaração foi uma reação a notícias segundo as quais Renan estaria sofrendo pressão de integrantes de seu próprio grupo político para declarar apoio a Flávio Bolsonaro.
Segundo ele, essa pressão interna não existe.
“Não há absolutamente nenhum filiado me pressionando a fazer nada”, afirmou.
O ex-candidato, porém, afirmou que pessoas ligadas ao seu grupo estariam recebendo ofertas para se posicionar a favor de Flávio.
“O que há são ofertas sendo feitas para pessoas dentro do nosso grupo político, para que elas se posicionem pró-Flávio”, declarou.
Renan não apresentou, no trecho da transmissão, detalhes sobre as ofertas mencionadas.
“O bolsonarismo está tentando dividir a gente”
Na avaliação do presidente do Missão, as campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro tentam conquistar os votos obtidos por ele no primeiro turno, mas adotam estratégias distintas.
“Todo o petismo e o bolsonarismo estão, cada um da sua maneira, tentando buscar nossos votos. O petismo está tentando ser simpático. O bolsonarismo está tentando dividir a gente por dentro”, afirmou.
Renan acusou ainda setores bolsonaristas de atacar a direção de seu grupo com o objetivo de afastar apoiadores e classificou essa estratégia como um erro.
“Não me parece ser o caminho mais esperto para essa galera tentar rachar a gente por dentro, achar que vai conseguir fazer isso. É definitivamente o caminho mais estúpido possível.”
“Não vai rolar. Da nossa parte não vai rolar”, completou.
Sem apoio a Lula ou Flávio
Renan reiterou que não pretende declarar voto em nenhum dos dois candidatos no segundo turno e afirmou que seus eleitores estão livres para tomar a própria decisão.
“Eu liberei, façam o que quiserem aí. Não é problema meu. Não estou pregando nada. Eu já estou dizendo que eu não voto em ninguém”, disse.
Ao mesmo tempo, afirmou que o Missão não aceitará ser incorporado a nenhum dos dois campos políticos.
“Não venham ficar empurrando a gente para nenhum lado. Nós somos um grupo autônomo. Nós temos o nosso próprio projeto político. Nós não vamos ser empurrados para lado nenhum.”
Renan Santos desautoriza apoio a Flávio Bolsonaro no Missão: “Vá embora”
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