Deputado do PT e coordenador do Prerrogativas pedem investigação de Tarcísio

Deputado do PT e coordenador do Prerrogativas pedem investigação de Tarcísio
- Emidio de Souza e Marco Aurélio de Carvalho - Foto: Claudio Motta Jr/Assessoria Emidio de Souza

O deputado estadual Emidio de Souza (PT-SP) e o advogado e coordenador do grupo Prerrogativas Marco Aurélio de Carvalho apresentaram representação ao Ministério Público Eleitoral (MPE), ao Ministério Público Federal (MPF) e ao Ministério Público de São Paulo (MP-SP) contra o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
O objetivo é apurar possíveis irregularidades durante a manifestação de apoio ao presidente Lula, realizada no último domingo (11), na Avenida Paulista.
O documento aponta suspeitas de abuso de poder político, desvio de finalidade e eventual utilização da estrutura do governo de São Paulo para dificultar a manifestação e favorecer a candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro.
A representação questiona o fechamento de estações do Metrô durante a dispersão dos participantes e a divulgação de informações oficiais sobre supostos episódios de tumulto, pichações e depredações.
Também solicita a investigação de possíveis interferências políticas nas decisões dos órgãos estaduais e a identificação dos responsáveis pelas medidas adotadas.
“A investigação não pode terminar no agente que fechou o portão. Deve alcançar a cadeia de comando”, destacou o documento, ao cobrar esclarecimentos sobre as decisões operacionais e eventuais responsabilidades das autoridades estaduais.
Os autores também questionaram a atuação da comunicação institucional do governo diante das divergências entre as informações divulgadas pela Secretaria de Segurança Pública e os registros informados pelo Metrô.
“Informação institucional não é peça de campanha”, ressaltou outro trecho da representação, que pede a apuração de eventual divulgação consciente de informações falsas ou distorcidas com finalidade eleitoral.
Entre os pedidos estão a preservação imediata de imagens das estações e de câmeras corporais, a requisição de ordens de serviço e relatórios operacionais, o acesso às comunicações entre os órgãos envolvidos e a comparação dos procedimentos adotados com os de outras manifestações na Avenida Paulista.
Ação de Investigação Judicial Eleitoral
A representação também solicitou que, caso sejam reunidos elementos suficientes, o Ministério Público Eleitoral avalie o ajuizamento de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE).
“O ponto é simples: verificar se o critério técnico invocado é, de fato, um critério — e não uma justificativa que se torna mais ou menos rigorosa conforme a orientação política de quem promove a manifestação”, apontou o documento.

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