O ato em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Belém (PA) reuniu uma multidão, nesta terça-feira (13), no parque linear da Doca, com destaque para a presença maciça da juventude paraense. Em seguida, as pessoas caminharam até a praça Pedro Teixeira, próxima à Estação das Docas, acompanhadas pelo trio elétrico.
Entre palavras de ordem e músicas que se tornaram símbolo da campanha de Lula, como “Rap do Silva” e “Vermelho”, além da paraense “Sal no Bolsonaro”, a manifestação congregou movimentos sociais e estudantis, partidos políticos, lideranças e representantes da sociedade civil.
A ex-governadora Ana Júlia Carepa (PT) abriu seu discurso saudando os jovens. “Vocês são muito pai d’égua!”, disse, usando a expressão paraense que é utilizada para se referir a algo excelente. “Estou muito feliz de ver mais uma vez a juventude protagonista, liderando o movimento pela vida. Presidente Lula, estes e estas aqui são os teus filhos e filhas. São os herdeiros e herdeiras das políticas públicas que fizeram com que, pela primeira vez, o filho do agricultor familiar se sentasse ao lado do filho do empresário no curso de medicina na universidade pública”, afirmou.
Ela também criticou a intolerância religiosa, vinculada à direita. “Nós estamos aqui ao lado de uma imagem de Nossa Senhora [no parque da Doca]. Aqui há liberdade religiosa. Não vamos aceitar que imponham uma única religião ao nosso povo. O povo tem que ter liberdade de escolher qual religião quer seguir ou se não quer seguir nenhuma.”
O deputado federal reeleito Airton Faleiro (PT) também agradeceu à juventude. “Jovens de Belém, do Brasil, das redes e das ruas, vocês devem receber de nós um ‘muito obrigado’, porque vocês estão fazendo a diferença. Saiu uma pesquisa hoje, e nós subimos dois pontos. Se fizermos mais um, a gente empata. Se fizermos mais dois, a gente passa e ganha as eleições”, disse.
Ainda se dirigindo aos jovens, o político afirmou: “Vocês vão derrotar o fascismo neste país, vocês vão derrotar os falsos patriotas, que se enrolam na bandeira do Brasil e vão pedir a taxação dos produtos brasileiros nos Estados Unidos. Vocês vão derrotar os antidemocráticos”.
Faleiro disse estar “torcendo muito para que a gente eleja o Lula, porque vai ser um tapa na cara do Trump, porque quem manda no Brasil é o povo brasileiro”. “Além disso, vocês vão ajudar a eleger mais recursos para a educação, para a universidade, para os institutos federais. Vocês vão eleger a Farmácia Popular, de que tanto o nosso povo precisa.”
Veja o vídeo da manifestação:
https://x.com/AugustoPineTree/status/2110155407423406156
A vereadora Vivi Reis, do Psol, que está super engajada na campanha de Lula, também saudou a juventude. “Quero falar da importância de a gente estar aqui, se reenergizando, encontrando os nossos, para construir essa luta, para que a gente possa se fortalecer para a batalha que está em curso.”
Segundo a política, é importante saber o que está em jogo nesta eleição. “Está em jogo a defesa da Amazônia e dos seus povos, a soberania nacional, a vida de cada um e cada uma de nós que somos LGBTQIA+, que somos pessoas negras, que somos mulheres, que somos periferia, que somos trabalhadores e trabalhadoras que conhecem muito bem os ataques que são colocados a partir da política negacionista e de morte do bolsonarismo.”
Artistas paraenses também marcaram presença. A cantora Keila Gentil, ex Gang do Eletro, criticou os artistas que não se posicionam politicamente “por medo de perder seus contratos, seus seguidores”. “Eu venho recebendo ameaça, venho recebendo ataque, porque eu estou colocando a minha cara para bater, por vocês, por nós, pelo futuro dos meus filhos, pelo futuro da cultura. Eu quero dizer que ditadura nunca mais! Viva a democracia!”, disparou.
Ela cantou “Como nossos pais”, de Belchior, que ficou famosa na voz de Elis Regina. “Essa música toca o coração de qualquer um, que viveu ou que não viveu esse momento.”
Também participaram as cantoras Joelma Klaudia e Alba Mariah. Esta última interpretou “Coração de Estudante”, de Milton Nascimento. “Tenho 60 anos e lembro que nós cantávamos essa canção a plenos pulmões porque nós também fomos para as ruas, para pedir meia passagem, melhoria nas escolas.”
Alba também criticou os artistas “isentos e neutros”. “São uns filhos da p… que não estão aqui. São covardes. Artistas de verdade vêm para a rua.”
Ato em apoio a Lula em Belém tem presença maciça da juventude
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