TSE recebe pedido para ampliar divulgação de mudanças nos locais de votação

TSE recebe pedido para ampliar divulgação de mudanças nos locais de votação
Título de eleitor - Título de Eleitor/Imagem: Tribunal Superior Eleitoral (TSE)

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para evitar que mudanças nos locais de votação prejudiquem eleitores no segundo turno, marcado para 25 de outubro. Em petição apresentada no sábado (17), a coligação Brasil Pronto Pra Mais cobra medidas para informar a população sobre a transferência de 2.033 seções eleitorais para novos endereços.
A principal preocupação é que parte dos eleitores descubra a mudança somente ao chegar ao local onde costuma votar. Para a coligação, a divulgação das alterações em sites oficiais e redes sociais não garante que a informação alcance todos os cidadãos.
O pedido ocorre após o primeiro turno registrar uma abstenção de 21%, equivalente a aproximadamente 33 milhões de eleitores. Foi o maior percentual de ausências em uma eleição presidencial desde 1998, segundo os dados citados pela campanha.
Para ampliar o acesso às informações, o PT propõe o envio de notificações pelo e-Título, WhatsApp, SMS e e-mail, além de campanhas em emissoras de rádio e televisão. A solicitação também prevê cartazes nos antigos locais de votação e equipes para orientar o público no dia da eleição.
A coligação cita uma experiência adotada pelo Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais. Na véspera do primeiro turno, o órgão enviou mensagens por WhatsApp a 81.511 eleitores, informando os novos endereços de votação.
Outra reivindicação é a oferta de transporte gratuito para comunidades afetadas. A campanha pede que a Justiça Eleitoral articule a medida com as prefeituras, especialmente para atender idosos, pessoas com deficiência e cidadãos com mobilidade reduzida.
As alterações nos locais de votação são de responsabilidade dos tribunais regionais eleitorais e podem ocorrer por reformas, melhorias de acessibilidade ou problemas causados pelas chuvas. De acordo com o TSE, as 2.033 seções transferidas representam menos de 1% do total.
No documento encaminhado ao tribunal, a coligação sustenta que disponibilizar a informação não basta quando ela não chega efetivamente ao eleitor. O pedido é para que sejam adotadas medidas adicionais de comunicação e organização do transporte, evitando que a mudança de endereço se torne um obstáculo ao exercício do voto.

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