Campanha de Lula pede cassação de Flávio Bolsonaro no TSE por abuso de poder econômico

Campanha de Lula pede cassação de Flávio Bolsonaro no TSE por abuso de poder econômico
Flávio Bolsonaro e Lula - Flávio Bolsonaro e Lula em debate na Band (NELSON ALMEIDA / AFP)

A AIJE protocolada pela campanha de Lula tem como alvos diretos Flávio Bolsonaro e Alfredo Gaspar, cujos registros ou diplomas a coligação pede que sejam cassados ao final do processo. Além da cassação, a ação solicita 8 anos de inelegibilidade para Flávio Bolsonaro, Pablo Marçal e Tallis Gomes, ampliando o alcance do pedido para além da chapa formal.
As acusações centrais giram em torno de possíveis irregularidades no uso de inteligência artificial, na distribuição de conteúdo nas redes sociais e em pagamentos à empresa Elytron. A coligação enquadra a conduta como abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação, as duas hipóteses que, se comprovadas, podem levar à cassação no direito eleitoral brasileiro.
As alegações da campanha de Lula
A petição parte de uma premissa central: o problema não é o que um candidato disse, mas quem decide o que o eleitor vê. Com base nisso, a coligação cita Meta (dona de Instagram, Facebook e WhatsApp) e X como terceiras interessadas, alegando que os sistemas de recomendação e as ferramentas de inteligência artificial dessas plataformas favoreceram repetidamente o PL e prejudicaram a campanha de Lula.
Entre os dados apresentados, a ação menciona uma rede de 255 perfis com conteúdo sintético que realizou 1.204 publicações e acumulou 58,6 milhões de visualizações em um mês. A petição também aponta que ferramentas de IA da Meta e do X produziam peças com “Flávio 22” e recusavam o pedido equivalente com “Lula 13”, além de relatar a desativação da conta de anúncios da campanha de Lula antes do primeiro turno e 1.121 relatos de restrição de alcance ou banimento de perfis de apoio.
Sobre anúncios pagos, a ação cita 1.613 inserções eleitorais contratadas em moeda estrangeira, com até R$ 2 milhões recebidos pela Meta e até 171,1 milhões de impressões, de acordo com relatório do NetLab, da UFRJ. A petição ainda aponta um pagamento de R$ 600 mil da campanha de Flávio à empresa Elytron, que, segundo reportagem do Intercept Brasil, tentou vender fora do país um sistema de inteligência artificial para manipular eleições.
Pedidos urgentes e próximos passos
Com o segundo turno marcado para domingo (25), a coligação Brasil Pronto pra Mais pede ao TSE decisões provisórias em caráter de urgência. Entre elas estão a preservação de registros da Meta e do X, a proibição de tratamento desigual entre os candidatos até as 23h59 de domingo e esclarecimentos técnicos das plataformas em 48 horas.
O pedido mais concreto envolve a recomposição do alcance pago que a campanha de Lula afirma ter perdido nos dias 9 e 10 de outubro. Como alternativa, a coligação solicita a concessão de créditos de impulsionamento de R$ 7 milhões até as 23h59 de sábado (24.out.2026). O processo está nas mãos do ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, corregedor-geral eleitoral, a quem caberá avaliar tanto os pedidos urgentes quanto o mérito da ação.

Ver mais

💬 Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar!