Bruno Dias Delaroli é ex-cabo da Polícia Militar do Rio de Janeiro, acusado pelo Ministério Público de matar Ana Clara Gomes Machado, de 5 anos, com um disparo de fuzil calibre 762.
O caso ocorreu em 2 de fevereiro de 2021, na comunidade Monan Pequeno, em Niterói, quando a criança brincava na porta de casa com o irmão de 2 anos.
Segundo a denúncia, Delaroli disparou em direção a uma área residencial com grande circulação de moradores, assumindo o risco de atingir civis. A perícia não encontrou marcas de tiros na viatura policial nem estojos de pistola — apenas cápsulas de fuzil, compatíveis com a arma dos agentes.
A defesa do policial sustenta que ele reagiu a uma agressão de supostos traficantes e nega que o disparo que matou a menina tenha partido de sua arma. Delaroli foi preso em flagrante, mas respondia em liberdade desde novembro de 2021, sob medidas cautelares.
Em 2024, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) integrou a equipe de defesa de Delaroli, sem cobrar honorários. Ele assinou um recurso no Superior Tribunal de Justiça (STJ) para tentar reverter a decisão que levava o policial a júri popular, buscando a desclassificação para homicídio culposo. O pedido foi rejeitado pela Quinta Turma do STJ em abril de 2024, por 3 votos a 2.
Questionado no debate presidencial, Flávio defendeu sua atuação como exercício da advocacia” e afirmou: “Nem teve julgamento, você já condenou o cara”.
A decisão que determinou o júri popular transitou em julgado em 2025. O julgamento estava marcado para 21 de outubro de 2026, mas foi adiado para 5 de maio de 2027. A mãe de Ana Clara, Cristiane Gomes da Silva, critica a demora: “O julgamento seria hoje e ele foi adiado pro ano que vem”.
Quem é Bruno Delaroli, policial acusado de matar menina de 5 anos e defendido por Flávio Bolsonaro
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