Flávio Bolsonaro (PL) foi o candidato mais votado em 268 dos 311 locais de votação situados em áreas controladas ou sob influência de milícias no Rio de Janeiro, segundo levantamento do Metrópoles. O número representa 86% desses pontos no primeiro turno das eleições de 2026.
O levantamento cruzou dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o Mapa de Grupos Armados, produzido pelo Instituto Fogo Cruzado em parceria com o Grupo de Estudos dos Novos Ilegalismos da Universidade Federal Fluminense (GENI-UFF). Nessas regiões, Flávio recebeu mais de 440 mil votos, enquanto Luiz Inácio Lula da Silva (PT) somou 318 mil. O maior número de locais analisados fica na Zona Oeste da capital fluminense.
A relação da família Bolsonaro com pessoas apontadas como integrantes de milícias também aparece em episódios anteriores. Quando Flávio era deputado estadual na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), seu gabinete empregou a mãe e a mulher de Adriano da Nóbrega, ex-capitão do Bope apontado como integrante de destaque de uma milícia.
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Outro caso citado pelo Metrópoles envolve uma emenda parlamentar de quase R$ 200 mil destinada por Flávio a um projeto esportivo, em 2023, após um pedido de Robson Calixto, conhecido como Peixe. Ele foi condenado por envolvimento na morte da vereadora Marielle Franco.
Segundo a reportagem, mensagens trocadas entre Peixe e Maria de Fátima Bezerra Castro, secretária parlamentar do gabinete de Flávio no Senado, foram encontradas no celular do miliciano, apreendido em 2024. A Polícia Federal teria identificado indícios de desvio do dinheiro da emenda.
Flávio Bolsonaro venceu em 86% dos locais de votação sob influência de milícias no Rio
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