A Polícia Federal solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de inquérito para investigar se o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) é sócio oculto da BestBet, casa de apostas online licenciada pelo governo do Rio de Janeiro. A informação foi publicada pela revista Piauí e confirmada por outros veículos.
O principal alvo da investigação é o advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio e sócio ostensivo da BestBet. Tomaz e seus familiares controlam a Cathedral Holdings, companhia sediada em Portugal que é a única acionista da Rede Loto, empresa que opera a BestBet no Brasil.
Os indícios que ligam Flávio à bet envolvem outra empresa de Tomaz, a Alcazar Holdings. Documentos obtidos pela PF mostram que Flávio aparecia como “usuário master” da conta bancária da Alcazar no Santander, ao lado do próprio Tomaz. Esse nível de acesso permitia autorizar pagamentos e movimentar fundos. Em maio de 2025, uma funcionária de Tomaz solicitou ao banco a retirada do nome de Flávio da conta.
As contabilidades das duas empresas também levantaram suspeitas. A Cathedral, controladora da BestBet, saltou de créditos a receber de 7,8 mil euros em 2024 para 984 mil euros em 2025. No mesmo período, a dívida da Alcazar subiu de 8,1 mil euros para 824 mil euros — valores próximos. Um auditor do fisco português levantou a hipótese de que a Cathedral tenha financiado a Alcazar.
Além disso, a PF identificou que a Cathedral pagou voos para Flávio e familiares entre Portugal e França em 2025.
A campanha de Flávio afirmou que a relação dele com Willer Tomaz é “exclusivamente de amizade” e que associar essa afinidade a irregularidades é “mera ilação, sem qualquer fundamento nos fatos”. Tomaz também nega irregularidades e diz que a revista Piauí distorce documentos.
Flávio Bolsonaro é dono de bet?
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