ENGANOSO: Milei assumiu Argentina com inflação de 211% depois de 20 anos de governos de esquerda, como disse Flávio Bolsonaro?

ENGANOSO: Milei assumiu Argentina com inflação de 211% depois de 20 anos de governos de esquerda, como disse Flávio Bolsonaro?
Selo ENGANOSO — Checagem em tempo real da Revista Fórum no debate presidencial na Globo -

Veredito: ENGANOSO
O que foi dito: “Quando eu falo do Milei, que ele fez lá, ele arrumou a economia, lá na Argentina, a esquerda governou por 20 anos, vocês destruíram a Argentina. O Milei começou um governo com 211% de [inflação].”
Por que é enganoso
Na resposta a Lula sobre salário mínimo e aposentadorias, Flávio Bolsonaro (PL) defendeu o presidente argentino, Javier Milei, dizendo que a esquerda governou a Argentina por 20 anos e que Milei começou o governo com 211% de inflação.
O índice de 211,4% é a inflação de 2023 medida pelo Indec, o instituto oficial de estatísticas argentino. Milei tomou posse em 10 de dezembro de 2023, e a taxa anual inclui justamente esse mês, quando a desvalorização do câmbio oficial anunciada por seu governo fez a inflação mensal chegar a 25,5%. O dado anterior à posse, de novembro de 2023, era de 160,9% em 12 meses. Ou seja, parte dos 211% já ocorreu sob Milei.
Sobre os “20 anos” de esquerda: entre 2003 e 2023, governos peronistas (Néstor Kirchner, Cristina Kirchner e Alberto Fernández) ocuparam a Casa Rosada por 16 anos. Entre dezembro de 2015 e dezembro de 2019, o país foi governado por Mauricio Macri, de centro-direita.
Fontes

Exame – Inflação na Argentina atinge 160% ao ano e pode fechar 2023 em 200% (dezembro de 2023) (reportagem)
A Tarde – Argentina tem inflação de 211% e passa a Venezuela (janeiro de 2024) (reportagem)
Todo Jujuy – La inflación fue de 25,5% en Argentina en diciembre (janeiro de 2024) (reportagem)
Itaú BBA – Argentina: inflation reached 117.8% in 2024 (14/01/2025) (reportagem)
El Sol – Se conoce la inflación 2025 en Argentina (janeiro de 2026) (reportagem)
Diario Panorama – Indec confirmó que la inflación de septiembre fue 1,9% y acumula 33,4% en doce meses (13/10/2026) (reportagem)

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