Paulo Figueiredo diz que carta de Flávio foi feita por Eduardo Bolsonaro no ChatGPT

Paulo Figueiredo diz que carta de Flávio foi feita por Eduardo Bolsonaro no ChatGPT
Paulo Figueiredo com Flávio e Eduardo Bolsonaro – Flávio Bolsonaro - Paulo Figueiredo com Flávio e Eduardo...

O blogueiro bolsonarista Paulo Figueiredo atribuiu ao ChatGPT os erros encontrados em diferentes versões da carta divulgada por Flávio Bolsonaro (PL) após a derrota na eleição presidencial. Segundo ele, a inteligência artificial inseriu um brasão antigo da República no documento e recuperou um trecho de uma versão anterior do texto, na qual o senador se apresentava como o verdadeiro “presidente eleito”.
Em publicação nas redes sociais nesta quinta-feira (29), Figueiredo afirmou que as falhas ocorreram durante a elaboração e a distribuição da carta. Segundo seu relato, Eduardo Bolsonaro (PL) pediu ao ChatGPT que inserisse o brasão da República no documento, mas a ferramenta teria utilizado uma versão antiga do símbolo nacional.
“Por que o ChatGPT escolheu um brasão antigo da época em que Brasil se escrevia com Z, eu não sei. Mas nós achamos muito engraçado”, escreveu.
O segundo erro, de acordo com o blogueiro, foi a inclusão de um trecho de uma versão anterior do texto, na qual Flávio se apresentava como o verdadeiro “presidente eleito”. A versão corrigida passou a utilizar a expressão “verdadeiro líder”.
Segundo a jornalista Patrícia Vasconcellos, correspondente do SBT News em Washington, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teria pressionado Flávio Bolsonaro a retirar de uma carta a afirmação de que seria o “verdadeiro presidente eleito do Brasil”.
“Como vocês devem imaginar, uma carta que expressa uma realidade tão complexa passa por várias versões, com a contribuição intelectual de mais de uma pessoa”, afirmou Figueiredo.
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Ele disse que recebeu autorização para distribuir à imprensa a versão que considerava definitiva. Pouco depois, no entanto, os responsáveis perceberam os problemas e fizeram as correções.
“Quando me mandaram a versão tida como final, perguntei se podia distribuir para a imprensa e me deram o ok. Assim o fiz e publiquei no meu X. Pouco depois percebemos os equívocos e corrigimos: primeiro o brasão, depois o texto”, relatou.
Para evitar novas divergências entre as versões, segundo Figueiredo, o próprio Flávio publicou o documento corrigido nas redes sociais.
Expressão foi alterada para reforçar liderança política
Ao explicar a substituição de “presidente eleito” por “verdadeiro líder”, Figueiredo afirmou que a mudança ocorreu tanto por razões jurídicas quanto pelo significado político pretendido pelo senador.
“A versão final fala em ‘verdadeiro líder’ por duas razões. Primeiro, porque descreve com mais precisão a situação jurídica. Segundo, porque liderança carrega um valor MORAL, que traduz o sentido desejado pelo Flávio”, escreveu.
Na sequência, o blogueiro afirmou que a expressão também representa um recado a possíveis adversários dentro do próprio movimento político.
“A liderança não se exerce com a caneta, e sim com o exemplo. E traz consigo um recado muito claro, inclusive a eventuais usurpadores: a liderança do movimento continuará sendo exercida”, declarou.
Ao encerrar a publicação, Figueiredo defendeu o conteúdo político da carta e reiterou que Flávio não reconhece o resultado das eleições presidenciais.
“No fim, o essencial está expresso com precisão pelo Flávio: estas eleições foram ilegítimas, ele não reconhece o resultado e continuará lutando para restaurar a democracia no Brasil. O resto é fetiche da imprensa”, concluiu.
A manifestação ocorreu após a derrota de Flávio no segundo turno da eleição presidencial contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na publicação, Figueiredo não apresentou provas que sustentem a alegação de ilegitimidade do pleito.

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