Pedido de CPI mira gestão Ricardo Nunes por falta de ônibus no segundo turno

Pedido de CPI mira gestão Ricardo Nunes por falta de ônibus no segundo turno
- Ricardo Nunes - Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

A Bancada Feminista do PSOL, na Câmara Municipal de São Paulo, apresentou duas iniciativas para investigar a redução da frota de ônibus durante o segundo turno das eleições presidenciais, realizado no domingo (25).
O mandato coletivo pediu a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar a responsabilidade da gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) e propôs que o secretário municipal de Mobilidade Urbana e Transporte, Celso Jorge Caldeira, preste esclarecimentos à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
O requerimento de CPI foi protocolado na terça-feira (27) pela vereadora Silvia da Bancada Feminista. A proposta prevê sete integrantes e prazo de 120 dias para investigação, prorrogável por igual período.
Já o convite ao secretário municipal prevê seu comparecimento à CCJ em data ainda a ser definida. A intenção é obter explicações sobre a operação do transporte público no dia da votação.
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Justiça havia determinado frota integral
A iniciativa ocorre após denúncias de longas esperas, superlotação e ônibus parados em diferentes regiões da capital paulista. Segundo relatos mencionados no requerimento, passageiros chegaram a esperar mais de uma hora pelo transporte.
Na véspera da eleição, a Justiça determinou que a Prefeitura disponibilizasse 100% da frota habitual dos dias úteis para garantir o deslocamento dos eleitores.
A decisão estabeleceu multa pessoal de R$ 100 mil ao prefeito Ricardo Nunes e ao presidente da SPTrans, Victor Hugo Borges, em caso de descumprimento.
Apesar da determinação, o PT denunciou à Justiça Eleitoral que apenas 60% dos ônibus estavam circulando no domingo, o que teria prejudicado o acesso da população aos locais de votação.
Suspeita de crime eleitoral
Antes da votação, a Prefeitura havia justificado a previsão de frota reduzida como forma de evitar gastos desnecessários.
Posteriormente, a administração municipal alegou que recebeu a notificação judicial com menos de 12 horas de antecedência.
No requerimento, a Bancada Feminista sustenta que uma eventual redução deliberada do transporte gratuito pode configurar crime eleitoral, caso seja comprovado que houve impedimento ao exercício do voto.
A CPI pretende investigar a quantidade de veículos disponibilizados, as denúncias de recusa de transporte por motoristas e a existência de ônibus mantidos fora de circulação.
A comissão ainda não foi instalada, e o comparecimento do secretário à CCJ também não tem data definida.

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