Número usado por neonazistas aparece em milhares de votos nulos em 2026

Número usado por neonazistas aparece em milhares de votos nulos em 2026
- Foto: Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial / ChatGPT

Um levantamento de votos nulos do segundo turno das eleições presidenciais de 2026 aponta que quase 15 mil eleitores teriam digitado o número 88 nas urnas eletrônicas. O número é conhecido por ser utilizado como código por grupos neonazistas e supremacistas brancos, embora os registros eleitorais não permitam determinar a intenção de quem o digitou. O total nacional ainda depende de conferência independente.
Na simbologia neonazista, 88 representa a saudação “Heil Hitler”, já que a letra H ocupa a oitava posição do alfabeto. A associação é reconhecida pela Liga Antidifamação (ADL), organização internacional dedicada ao monitoramento do antissemitismo e do extremismo.
O levantamento utiliza registros digitais das urnas, que permitem identificar quais números foram digitados para anular votos, sem revelar a identidade dos eleitores.
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Onde o número 88 apareceu mais
Nos dados apresentados, Santa Catarina registra o maior índice entre os estados, com 678 votos e percentual informado de 0,55%. O Paraná aparece em seguida, com 906 ocorrências e 0,45%.
Entre os votos registrados no exterior, foram identificadas 56 ocorrências, com índice de 0,57%.
São Paulo concentra a maior quantidade absoluta entre as localidades listadas, com 4.734 registros. Minas Gerais aparece com 1.825, seguido pelo Rio de Janeiro, com 1.213.
Outros estados mencionados são Rio Grande do Sul, com 780 registros, Goiás, com 473, e Rio Grande do Norte, com 249.
Os percentuais regionais apresentados ainda precisam ter sua base de cálculo esclarecida para permitir comparações precisas.
O que é possível concluir
O número 88 é um símbolo conhecido do repertório neonazista, mas sua presença nos registros eleitorais não comprova manifestação de apoio ao nazismo.
Os votos podem decorrer de protestos, erros de digitação ou escolhas sem relação com ideologias extremistas.
O próprio funcionamento do Registro Digital do Voto, mantido pelo TSE, impede associar os números digitados à identidade ou às motivações dos eleitores.
Por isso, os dados permitem identificar a frequência do número nas urnas, mas não estabelecer quantos registros representam manifestações deliberadas de extremismo.

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