Partidos de esquerda ampliam votação em 2026; veja quem cresceu e quem caiu

Partidos de esquerda ampliam votação em 2026; veja quem cresceu e quem caiu
- Lula em ato de campanha: mobilização para a virada (Ricardo Stuckert / Divulgação de campanha)

Os partidos de esquerda tiveram desempenhos diferentes nas eleições de 2026 para a Câmara dos Deputados. PT, PSOL, PSB e PCdoB ampliaram suas votações em relação a 2022, enquanto PDT e Rede registraram perdas expressivas. Juntas, as quatro legendas que cresceram conquistaram mais de 4 milhões de votos adicionais, segundo levantamento do Congresso em Foco, reproduzido pelo Multiverso Digital, com base em dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O PT registrou o maior crescimento em números absolutos, passando de 13,23 milhões para 14,79 milhões de votos. O partido ganhou 1.561.504 votos, um avanço de 11,8% em relação à eleição anterior.
O PSOL teve a maior expansão proporcional entre as seis siglas analisadas, com alta de 37,9%. Sua votação passou de 3,85 milhões para 5,31 milhões, acréscimo de aproximadamente 1,46 milhão de votos.
O resultado chama atenção pela proximidade entre os ganhos absolutos das duas legendas. Apesar de ter uma base eleitoral menor, o PSOL conquistou apenas cerca de 100 mil votos adicionais a menos que o PT.
O PSB também apresentou crescimento expressivo, de 20,1%, e ultrapassou a marca de 5 milhões de votos. Foram 838.255 votos a mais que em 2022.
Já o PCdoB ampliou sua votação em 13,1%, passando de 1,15 milhão para 1,30 milhão de votos, com ganho de 151.656.
As perdas se concentraram em duas legendas. O PDT registrou queda de 50,9%, passando de 3,82 milhões para 1,88 milhão de votos. Foram quase 2 milhões de votos a menos em quatro anos.
A Rede Sustentabilidade perdeu 66,3% de sua votação, o maior recuo proporcional entre os partidos apresentados. A legenda passou de 782,9 mil para 264,2 mil votos.
Considerando as seis siglas em conjunto, o saldo foi positivo. A soma das votações passou de 27,03 milhões em 2022 para 28,57 milhões em 2026, crescimento aproximado de 5,7%.
Os números indicam uma redistribuição dos votos dentro do campo da esquerda, com resultados distintos entre as legendas. O levantamento considera votos nominais e de legenda atribuídos a cada partido, independentemente das federações eleitorais.

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