A fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para os Estados Unidos envolveu um ex-agente do Mossad, serviço de inteligência de Israel, duas vans utilizadas na travessia para a Argentina e apoio de pessoas ligadas ao governo de Javier Milei.
Os detalhes foram revelados pela CNN Brasil, com base em registros de câmeras de segurança e informações obtidas junto a três órgãos brasileiros que investigam a operação.
Segundo a reportagem, publicada pelo jornalista Elijonas Maia, os investigadores encontraram indícios de que a retirada do senador foi planejada antes das eleições presidenciais de 25 de outubro, quando Flávio foi derrotado por Lula (PT).
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Senador deixou o Brasil com a família apesar de ordem expressa do STF que o proibia de sair do país. Após cruzar a fronteira, embarcou em jato privado rumo ao Equador; EUA seriam o destino final
Um dos personagens identificados é um israelense naturalizado americano que trabalhou para o Mossad. Ele desembarcou no Brasil em 19 de outubro, seis dias antes do segundo turno, e teria acompanhado Flávio desde Brasília até a fronteira argentina.
Na terça-feira (27), o senador atravessou a Ponte Tancredo Neves, entre Foz do Iguaçu e Puerto Iguazú, acompanhado pelo ex-agente.
A operação utilizou duas vans. Em uma delas estavam Flávio e o ex-integrante do Mossad. Na outra viajavam a esposa do senador, Fernanda, e as duas filhas.
Os veículos foram identificados pelas placas TBB 4A65 e FDF 8F91. Segundo a CNN, um ex-vereador de Foz do Iguaçu dirigia a van do parlamentar, enquanto seu filho conduzia a família.
Após chegar à Argentina, Flávio teria recebido auxílio de integrantes do governo Milei. A extensão dessa participação ainda está sob investigação.
A família embarcou em um Gulfstream G400, operado pela empresa argentina Baires Fly, com destino aos Estados Unidos. O avião fez escala em Guayaquil, no Equador, e pousou em Miami na quarta-feira (28).
O jato teria sido providenciado por Jason Miller, aliado de Donald Trump, conforme informações publicadas pelo The New York Times.
Fontes do governo brasileiro classificaram a operação como uma “exfiltração”, expressão utilizada para designar uma retirada planejada e clandestina.
Os investigadores também suspeitam que informações desencontradas sobre o paradeiro de Flávio foram divulgadas para dificultar seu rastreamento.
A Polícia Federal avalia solicitar ao STF o bloqueio de bens e contas bancárias do senador. O Ministério da Justiça aguarda um relatório da corporação para decidir sobre eventuais medidas de cooperação internacional.
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