Com a fugas de Flávio Bolsonaro (PL) para os EUA, Michelle Bolsonaro estaria articulando a filiação ao Republicanos, partido que tem Tarcício Gomes de Freitas (Republicanos) como principal nome, para assumir o protagonismo sobre a ultradireita e colocar em marcha o Michellismo, movimento que começou a ser articulado quando ainda buscava ser candidata a vice-presidente na chapa encabeçada pelo governador paulista – que contava com apoio da Faria Lima, Centrão e mídia liberal.
A FÓRUM ANTECIPOU:
Michellismo: Michelle cria movimento fundamentalista com Bolsonaro na prisão e mira o Planalto
O real interesse de Michelle por trás da “trégua” com Flávio Bolsonaro
A ex-primeira-dama assumiu publicamente a briga com Flávio Bolsonaro após o enteado ser alçado pelo pai, Jair Bolsonaro (PL), como presidenciável do clã em 5 de dezembro passado, um dia após o senador se reunir com Daniel Vorcaro na mansão do ex-dono do Banco Master em São Paulo.
Michelle chegou a gravar um vídeo atacando Flávio e os irmãos, especialmente Carlos e Eduardo Bolsonaro, que articulavam a queda da madrasta nos bastidores.
Após a derrota para Lula, Michelle, que não foi a nenhum ato público de campanha do enteado, foi uma das primeiras a confirmar, ao site Metrópoles, que Flávio Bolsonaro teria fugido para os EUA. Horas depois, ela negou a informação nas redes.
Com a fuga consolidada, a ex-primeira-dama foi às redes na sexta-feira (30) e praticamente ignorou a situação do enteado, se limitando a dizer que Jair Bolsonaro “sempre diz que é muito grato pelo empenho e sacrifício que – dentro das possibilidades – cada um fez em prol da campanha do Flávio”.
No texto, publicado nos stories de seu perfil no Instagram, Michelle já sinaliza que busca tomar o protagonismo sobre o bolsonarismo e teria conversado com Jair sobre o tema.
“Vivemos tempos difíceis. Precisamos refletir e, só depois, agir. Eu e o Jair (meu galego e nosso líder) temos conversado sobre isso”, inicia.
Mais adiante, Michelle sai em defesa de Damares Alves (Republicanos), Tarcísio de Freitas (Republicanos), Nikolas Ferreira (PL-MG) e Silas Malafaia, que estariam sendo apontados como “supostos culpados” pela derrota de Flávio e estariam sendo alvos de ataques.
A afirmação é um recado aos enteados que, comandados por Eduardo Bolsonaro (PL) dos EUA, estariam atacando os quatro aliados há tempos. Com a declaração, Michelle se colocou ao lado dos desafetos dos filhos de Bolsonaro.
A articulação para filiação de Michelle ao Republicanos, segundo o colunista Lauro Jardim, d’O Globo, estaria sendo feita justamente por Damares Alves.
A senadora foi uma das que ignoraram a campanha de Flávio Bolsonaro à presidência após denunciar, ainda em julho, na tribuna do Senado, que estaria sendo alvo do “exército da direita”.
“Eu queria dizer para esse exército da direita: parem de atacar os seus soldados. Não é dessa forma que vocês vão mostrar para o Brasil que é muito bom ser conservador. Não. Tem muita gente rejeitando a nossa proposta, porque estão dizendo: é isso que é ser conservador? Atacar seu próprio soldado, atacar seu próprio exército?”, disparou.
“E eu estou apanhando, porque eu supostamente abandonei o candidato da direita. Bem, a direita tem mais de um pré-candidato agora. A direita não tem só um pré-candidato, tem mais de um, mas o pré-candidato indicado pelo ex-presidente Bolsonaro é o Flávio. Eu sou uma bolsonarista e o Flávio Bolsonaro ainda é o meu pré-candidato. Ele é o indicado pelo (ex-)presidente Bolsonaro e eu sou do time”, emendou.
No discurso, Damares ainda falou do Michellismo e saiu em defesa da ex-primeira-dama.
“Estão dizendo que ela criou um novo partido, que ela criou um novo movimento, que ela quer destruir o Flávio… Gente, conheçam antes de falar. A Michele tem inúmeros grupos de fã-clubes e os ex-assessores montaram mais um, chamado Imparáveis. Que loucura! Que momento difícil nós estamos vivendo no Brasil”, afirmou.
Michellismo
Em julho, após ser enxotada do comando nacional e a extinção da presidência do PL Mulher, cargo que era ocupado no movimento criado por ela a pedido de Jair Bolsonaro, Michelle Bolsonaro enviou novo recado nas redes ao criar o movimento “imparáveis” para confrontar o enteado.
O anúncio da criação do movimento se deu pelo perfil “Imparaveis.mb” – de Michelle Bolsonaro – em collab com a página do PL Mulher.
“Em meio as dificuldades, é preciso coragem para avançar. Mulheres e Homens de Bem jamais desistem de lutar por justiça e liberdade. Para seguir adiante, é preciso ser IMPARÁVEL”, diz a publicação, que usa um vídeo da heroína Mulher Maravilha.
Junto às imagens, a heroína se protege dos “mentirosos” e das “metralhadoras de mentiras” e diz que “a tropa do bem” vai avançar “vencendo as mentiras”.
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