O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) retomou e ampliou programas de acesso à saúde pública, com medidas para facilitar a obtenção de medicamentos, reforçar o atendimento médico e ampliar a oferta de cirurgias pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Desde 2023, iniciativas como Farmácia Popular e Mais Médicos registraram crescimento, enquanto novas ações buscaram reduzir as filas por consultas, exames e procedimentos especializados.
Os indicadores do Ministério da Saúde mostram a dimensão dessas mudanças até 2025, com avanços no acesso a tratamentos e na presença de profissionais em regiões vulneráveis. Confira os principais números e as políticas que marcaram o terceiro mandato de Lula na área da saúde.
Farmácia Popular ampliou o acesso a medicamentos gratuitos
Um dos destaques do período foi a ampliação do Programa Farmácia Popular. Em fevereiro de 2025, o governo federal anunciou a gratuidade de todos os medicamentos e insumos oferecidos pela iniciativa, que atende pacientes com diferentes condições de saúde, incluindo hipertensão, diabetes e asma.
Segundo o Ministério da Saúde, o programa atendeu 27,3 milhões de pessoas em 2025, ante aproximadamente 20,7 milhões em 2022. O crescimento foi de 31,6%.
Atualmente, o programa disponibiliza gratuitamente 41 produtos, incluindo medicamentos, fraldas geriátricas e absorventes higiênicos. A medida contribui para reduzir o peso dos gastos com tratamentos no orçamento das famílias.
Mais Médicos chegou a 27,4 mil profissionais
O Programa Mais Médicos também foi ampliado. De acordo com o balanço federal de 2025, a iniciativa chegou a 27,4 mil profissionais, um crescimento de 97% em relação a 2022.
A distribuição dos médicos é um dos aspectos relevantes do programa: 60% dos profissionais estavam em municípios classificados como de média a altíssima vulnerabilidade social.
Nos 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs), o número de médicos passou de 325, em 2022, para 693 em 2025.
A expansão fortalece a atenção básica, especialmente em localidades onde a contratação e a permanência de profissionais são mais difíceis, e amplia a presença do SUS em comunidades que historicamente enfrentam barreiras de acesso.
Atenção básica teve expansão de equipes
A Estratégia Saúde da Família, uma das principais portas de entrada do SUS, também registrou crescimento.
Em 2025, o Brasil contabilizava 60,4 mil equipes de Saúde da Família e Atenção Primária, aumento de 15% em relação a 2022, segundo o Ministério da Saúde.
O balanço também registra 277,4 mil agentes comunitários de saúde e 68,07 mil agentes de combate às endemias.
A ampliação da atenção básica é estratégica para acompanhar doenças crônicas, prevenir agravos, orientar famílias e facilitar o encaminhamento de pacientes para atendimentos especializados.
Cirurgias eletivas e consultas especializadas
A ampliação do acesso a especialistas é outro eixo das políticas de saúde do governo Lula.
Em 2025, o Ministério da Saúde lançou o programa Agora Tem Especialistas, que reúne estratégias para ampliar a oferta de consultas, exames, tratamentos e cirurgias eletivas. A iniciativa inclui mutirões, unidades móveis, ampliação dos horários de atendimento e parcerias com hospitais privados e filantrópicos.
Segundo balanço oficial, o SUS realizou 14,9 milhões de cirurgias eletivas em 2025. O governo também informou crescimento de 40% nos procedimentos cirúrgicos em relação a 2022.
O programa busca ampliar a capacidade de atendimento da rede pública e aproveitar a estrutura de instituições privadas e filantrópicas para atender pacientes do SUS. A proposta é facilitar o acesso a consultas e procedimentos especializados, áreas em que a demanda historicamente supera a oferta em diversas regiões do país.
Recursos para fortalecer o SUS
A ampliação dos serviços depende de financiamento para hospitais, medicamentos, vigilância epidemiológica, formação profissional e transferências para estados e municípios.
Em 2025, a dotação orçamentária autorizada para a função Saúde superou R$ 240 bilhões, segundo auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU). O valor contempla diferentes tipos de despesas e representa o orçamento autorizado, não necessariamente o montante integralmente executado.
Em sua avaliação da gestão dos recursos federais, o TCU identificou oportunidades de aprimoramento no planejamento, no acompanhamento de metas e na transparência da execução física de determinadas ações orçamentárias.
O acompanhamento desses indicadores é importante para ampliar a eficiência do gasto público e assegurar que os recursos destinados à saúde se convertam em mais serviços e melhores condições de atendimento para a população.
Os números da saúde desde 2023
Os indicadores disponíveis até 2025 mostram a expansão de programas de acesso a medicamentos, a ampliação do Mais Médicos e o crescimento das equipes de atenção básica e dos procedimentos cirúrgicos. As iniciativas integram uma estratégia de fortalecimento do SUS, com atenção especial à assistência básica e à ampliação do atendimento especializado.
Para saber as propostas voltadas à saúde pública previstas no plano de governo até 2030, clique aqui.
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