Prometida pelo aliado Paulo Figueiredo como “totalmente redpill”, em alusão ao movimento da machosfera de ultradireita, a entrevista de Flávio Bolsonaro (PL) ao jornal The New York Times, que retrata o senador derrotado por Lula nas eleições presidenciais como “fugitivo”, virou motivo de piada nas redes sociais.
LEIA TAMBÉM:
Terceiro turno: com 14 ações no TSE, Flávio Bolsonaro e Partido Novo tentam cassar Lula e Alckmin
O próprio Figueiredo foi à rede X na noite desta quinta-feira (5) tentar justificar a frustração com a entrevista, que destaca na chamada a pergunta: “Como Flávio Bolsonaro fugiu do Brasil?”. “Levarei isso para o túmulo”, disse o senador na resposta, também colocada em destaque.
“Gente, ninguém aqui é cabaço. Quando o Flávio Bolsonaro concedeu a entrevista ao esquerdista The New York Times, sabíamos que a notícia viria enviesada”, escreveu nas redes o fiel escudeiro do clã, dizendo “usou” o jornal dos EUA. “Aqui só tem macaco velho e esse fetiche de editar a realidade precisa ser expurgado do jornalismo. No fundo, muitos são amantes da censura”, emendou.
Na mesma rede, o cineasta Kleber Mendonça Filho fez uma análise das “2 fotografias publicadas na matéria bem escrita e destruidora de Ana Ionova sobre Flávio Bolsonaro hoje no New York Times”.
“Não estão de brincadeira. Criminosos. Louco FB ter posado para essa foto. E vejam a foto de Lula. Estadista”, analisa o diretor de cinema.
https://x.com/kmendoncafilho/status/2118526380287685048
Já o ex-aliado Xico Graziano fez chacota com a entrevista, afirmando que a estratégia bolsonarista foi de “dar corda para o enforcado”. “Calha bem para a entrevista de Flávio Bolsonaro nos EUA. Quem foi o gênio do marketing político que agendou isso?!”, indagou.
https://x.com/xicograziano/status/2118463814027071612
O influenciador Felipe Neto classificou a reportagem como “mais uma derrota humilhante” de Flávio Bolsonaro e aliados.
“Os bolsonaristas estavam empolgados porque o Flávio tinha dado entrevista pro New York Times. Um assessorzinho dele anunciou que seria excelente, ainda falou ‘vai ser totalmente red pill’. Resultado: o jornal HUMILHOU o Flávio”, escreveu.
https://x.com/felipeneto/status/2118444534220869696
Na mesma linha, o jornalista William De Lucca lembrou a expectativa criada por Paulo Figueiredo e revela “como tudo acabou: o jornal chamando ele de mentiroso, o pai de golpista e o irmão de fugitivo”.
https://x.com/delucca/status/2118467983882531243
Já o perfil Anonymous afirmou que o jornal, um dos maiores do mundo, jogou um “balde de água fria” nas pretensões de Flávio Bolsonaro.
“A fantasia da militância vs. a realidade. A expectativa era consagrar Flávio como um mártir perseguido pela imprensa nacional. O New York Times entregou uma reportagem factual que simplesmente chamou sua saída do Brasil de ‘fuga'”, diz o texto, ressaltando que “o jornal americano estampou as investigações de corrupção e lavagem de dinheiro, classificou as acusações de fraude eleitoral como infundadas e lembrou a condenação do pai por golpe”.
“O tiro no pé. A tentativa de provar que a mídia internacional “respeita” Flávio virou uma exposição global de sua condição de foragido e de seu legado golpista”, diz o texto.
https://x.com/fel330/status/2118456216795992067
A cientista política Larissa Diniz, em análise na mesma rede X, afirmou que o jornal “teve a coragem de fazer algo que nenhum local teve”.
“Num truque de mestre, toda a reportagem foi iniciada e conduzida por um plano de fundo de crítica ao Trump e a forma como ele está lidando com a situação. Quase num lembrete ao leitor de que ‘esse é o tipo de coisa que o presidente permite que aconteça com a ajuda do governo dos EUA’”, diz.
“Deram corda pro cara se enforcar e ele caiu igual um pato”, conclui a pesquisadora.
https://x.com/laridiniz/status/2118439411759079846
💬 Comentários (0)
Seja o primeiro a comentar!