Fim da linha? Aécio Neves desiste de eleições após 40 anos de mandatos e expõe agonia do PSDB

Fim da linha? Aécio Neves desiste de eleições após 40 anos de mandatos e expõe agonia do PSDB
O deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG) - (Bruno Spada/Câmara dos Deputados)

O deputado federal Aécio Neves (MG), presidente nacional do PSDB, confirmou nesta terça-feira (4) que não disputará nenhum cargo nas eleições deste ano. A decisão interrompe uma sequência ininterrupta de 40 anos de mandatos eletivos e escancara a crise de relevância do partido que foi o principal antagonista do PT na maior parte do século 21.
Aécio chegou a ensaiar uma pré-candidatura presidencial, mas o projeto não decolou. Quando seu nome foi testado entre os pré-candidatos ao Palácio do Planalto, figurou como o mais rejeitado nas sondagens, com percentuais de intenções de voto dentro ou próximos da margem de erro.
Sem viabilidade nacional, o tucano passou a ser cotado para disputar o Senado por Minas Gerais, chegando a dialogar com campanhas de nomes como Alexandre Kalil (PDT) e Mateus Simões (PSD). No fim, optou por sair de cena.
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Despedida? 
Para justificar o recuo, Aécio adotou o discurso de que precisa se dedicar exclusivamente ao comando do PSDB para organizar uma “alternativa verdadeiramente de centro”. Em nota, o parlamentar afirmou que busca libertar o Brasil da “ruína e do martírio da polarização”, prometendo um projeto liberal na economia e inclusivo no social.
“Essa decisão não significa, no entanto, uma despedida da vida pública, das futuras disputas eleitorais e, muito menos, um distanciamento das causas que sempre defendi e continuarei defendendo”, prometeu o tucano, em nota oficial.
O dirigente partidário quer focar em eleger uma bancada de ao menos 30 deputados federais. Sem um nome para a disputa presidencial, a direção do PSDB deve liberar os diretórios estaduais para apoiarem as candidaturas que preferirem. Em Minas Gerais, reduto de Aécio, a decisão final dos tucanos será anunciada no limite do prazo das convenções.
 

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