Bernardo Rossi, amigo de Flávio Bolsonaro, também é alvo da PF em operação que mira corrupção no governo Castro

Bernardo Rossi, amigo de Flávio Bolsonaro, também é alvo da PF em operação que mira corrupção no governo Castro
Flávio Bolsonaro, Bernardo Rossi e Jair Bolsonaro - Foto: Reprodução/Instagram

O ex-governador Cláudio Castro (PL) não foi o único nome ligado ao bolsonarismo atingido pela segunda fase da Operação Sem Refino, deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta sexta-feira (14). Entre os sete alvos de busca e apreensão está Bernardo Rossi, ex-secretário estadual de Ambiente e Sustentabilidade e aliado político do grupo que comanda o governo fluminense.
Rossi mantém uma relação política antiga com Flávio Bolsonaro (PL). Os dois foram deputados estaduais simultaneamente na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) e chegaram a assinar projetos em conjunto. O ex-secretário recorrentemente manifesta proximidade nas redes sociais apoio aberto à candidatura presidencial do filho de Jair Bolsonaro.
Em publicação no Instagram neste ano, Rossi apareceu ao lado de Flávio Bolsonaro. Em outra postagem relacionada à sua saída da Secretaria de Ambiente para disputar as eleições, uma das mensagens divulgadas em seu perfil apontava “Flávio Bolsonaro presidente”.
Rossi também esteve com Jair Bolsonaro
A proximidade com o clã Bolsonaro também envolve o ex-presidente. Em março de 2025, Rossi acompanhou Cláudio Castro em um café da manhã com Jair Bolsonaro, em Angra dos Reis.
Castro divulgou uma fotografia ao lado de Bolsonaro e Rossi e chamou o ex-presidente de “nosso líder no PL”. “Reafirmei nosso compromisso com os valores que defendemos”, escreveu o então governador na ocasião.
O encontro ocorreu em meio às articulações do grupo bolsonarista para as eleições no Rio de Janeiro. Naquele momento, o PL concentrava seus planos sobretudo nas disputas pelo Senado e na manutenção da influência do clã Bolsonaro sobre a política fluminense.
Secretaria comandada por Rossi entra no foco da PF
A passagem de Bernardo Rossi pela Secretaria estadual de Ambiente e Sustentabilidade ganha relevância na operação desta sexta porque a nova fase da investigação mira justamente suspeitas envolvendo a concessão de licenças ambientais.
Segundo a Polícia Federal, os investigadores apuram possíveis fraudes na concessão de licenças para uma refinaria, que teriam ocorrido contrariando orientações de órgãos técnicos competentes, além de suspeitas de lavagem de dinheiro.
A investigação envolve a Refit, antiga Refinaria de Manguinhos, pertencente ao empresário Ricardo Magro. Na primeira fase da Operação Sem Refino, realizada em maio, Cláudio Castro também foi alvo de buscas e Magro teve a prisão decretada.
Ao todo, a PF cumpre nesta sexta-feira 16 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Além de Castro e Rossi, estão entre os alvos Ana Carolina Miranda; o advogado Antônio Carlos Santos, conhecido como Pipo; o ex-secretário estadual de Transformação Digital José Mauro Junior; o empresário Luiz Fernando Gomes; e Mauricio Leite.
A PF investiga possíveis crimes de gestão fraudulenta e temerária, lavagem de capitais, sonegação fiscal, evasão de divisas, manipulação de mercado e crimes contra a ordem econômica relacionados à comercialização de combustíveis.
Bernardo Rossi foi deputado estadual por três mandatos e chegou a presidir a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Alerj. Também foi prefeito de Petrópolis antes de integrar o governo de Cláudio Castro.
A corporação não detalhou publicamente, até o momento, qual conduta específica é atribuída a cada um dos alvos das buscas.

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