Um protesto convocado por centrais sindicais pelo fim da escala de trabalho 6×1, neste domingo (30), na Avenida Paulista, em São Paulo, terminou em confusão entre manifestantes de diferentes espectros políticos.
O desentendimento principal envolveu um idoso de 70 anos e um adolescente de 17, levados pela Polícia Militar (PM) ao 78º Distrito Policial, nos Jardins, após briga iniciada quando o jovem se aproximou para provocar o manifestante.
Ninguém ficou detido, mas o caso foi registrado como vias de fato, lesão corporal e injúria, enquanto outros confrontos marcaram o ato ao longo do dia.
O idoso participava do protesto em defesa do fim da escala 6×1 quando um adolescente integrante de um grupo de videomakers de direita se aproximou para entrevistá-lo.
Segundo apuração da Folha de S. Paulo, o jovem e seu grupo foram ao ato com o objetivo de gravar entrevistas com manifestantes e fazer provocações, num estilo que ficou associado ao ex-deputado estadual Arthur do Val, o Mamãe Falei. A conversa descambou para o confronto físico.
A PM foi acionada para separar os envolvidos e conduziu os dois ao 78º Distrito Policial, nos Jardins, onde a ocorrência foi registrada como vias de fato, lesão corporal e injúria.
A Secretaria de Estado da Segurança Pública confirmou que o adolescente havia se aproximado do idoso para entrevistá-lo e que o desentendimento surgiu durante a conversa.
Protesto pelo fim da escala 6×1
A manifestação foi convocada por centrais sindicais para pressionar pela aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6×1.
A PEC, já aprovada pela Câmara dos Deputados, tramita no Senado e estava prevista para ser analisada nesta semana pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
O texto propõe a redução progressiva da jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais, além de garantir dois dias de repouso remunerado.
A candidata ao Senado Marina Silva (Rede) e o candidato a deputado federal Eduardo Suplicy (PT) participaram do ato. Em discurso, Marina defendeu que o trabalhador tenha mais tempo livre. “O trabalhador não pode ser tratado como se fosse um escravo”, afirmou.
Provocações de influenciador de direita geram confusão em ato por fim da escala 6×1
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