Haddad desmente Tarcísio e mostra vídeo que registra perseguição da PM ao seu motorista

Haddad desmente Tarcísio e mostra vídeo que registra perseguição da PM ao seu motorista
- Fernando Haddad - Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), apresentou vídeo e um laudo técnico contratado pela própria campanha que desmente a versão anterior da Polícia Militar (PM), no episódio envolvendo seu motorista. Segundo Haddad, “a notícia dada de que a viatura não parou está completamente desmentida. Não existe isso. Está completamente consignado nos autos que não existe”.
A versão apresentada por Tarcísio de Freitas (Republicanos) para explicar a atuação da Polícia Militar no episódio envolvendo o motorista de Haddad foi colocada em dúvida.
O governador havia afirmado, no início da campanha eleitoral, que a análise de imagens e dados de localização das viaturas comprovava que não houve perseguição. Segundo Tarcísio, as equipes apenas cruzaram com o carro utilizado pelo candidato petista e seguiram o patrulhamento.
https://x.com/GugaNoblat/status/2094689485615149126
A perícia
A perícia apresentada por Haddad nesta segunda-feira (31), porém, aponta uma versão diferente. O documento afirma que uma das viaturas teria parado próximo ao veículo estacionado em frente a um hotel na zona sul de São Paulo e permanecido na região por cerca de 20 minutos.
A Procuradoria Regional Eleitoral de São Paulo decidiu arquivar a investigação contra Tarcísio por suposto crime eleitoral, mas afirmou que a movimentação das equipes policiais não pode ser tratada como uma simples coincidência.
Segundo o procurador regional eleitoral Paulo Taubemblatt, o encontro de duas viaturas táticas com o carro usado pelo motorista de Haddad em um intervalo de 44 minutos e dentro de uma área restrita “fragiliza” a explicação de que tudo ocorreu por acaso.
O caso teve início após o motorista relatar uma abordagem fora do padrão da Polícia Militar durante um deslocamento após deixar Haddad em sua residência, no Planalto Paulista.
A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo sustentou que não houve perseguição. A pasta afirmou que uma das viaturas estava retornando para a base e que outra realizava patrulhamento regular na região.
O parecer da Procuradoria afastou a responsabilidade eleitoral do governador, mas encaminhou o caso ao Ministério Público de São Paulo para avaliar uma possível irregularidade administrativa na atuação policial.
A decisão mantém em aberto a principal divergência do episódio: a versão oficial de que as viaturas apenas passaram pelo veículo e a conclusão apresentada pela perícia de que uma delas teria parado no local.
Haddad afirmou que nunca acusou diretamente o governador e disse que a apuração busca esclarecer os fatos para garantir uma disputa eleitoral sem constrangimentos ou ações fora dos protocolos da Polícia Militar.

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