O deputado federal Alencar Santana (PT/SP) apresentou, nesta sexta-feira (4), notícia de fato ao ministro do Supremo Tribunal Federal e relator do Caso Master, André Mendonça, em que pede apuração das declarações feitas pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro em que afirma que a doação de R$ 5 milhões feitas às campanhas de Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Jair Bolsonaro (PL) em 2022 foram propina.
As revelações foram publicadas pelo UOL nesta quinta-feira (3) com base em uma tentativa de delação de Vorcaro à PF. Segundo o ex-banqueiro, as doações estariam relacionadas à manutenção do Credcesta, produto de crédito consignado ligado ao grupo de Vorcaro, e fariam parte de um esquema de propina articulado pelo ex-secretário de Governo de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD).
O deputado também destaca que, segundo Vorcaro, a negociação teria incluído ainda o repasse de 5% do resultado líquido da operação do Credcesta em São Paulo e cerca de R$ 10 milhões em pagamentos não declarados, em espécie, destinados a pessoas ligadas ao interlocutor apontado e posteriormente direcionados a campanhas partidárias. A petição destaca que a empresa permaneceu habilitada durante a gestão Tarcísio e só teve suas operações suspensas em fevereiro de 2026, após a liquidação do Banco Master.
Na ação apresentada ao STF, o deputado aponta a ocorrência de possíveis crimes de corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica eleitoral. Alencar pede que o caso seja vinculado à Operação Compliance Zero, com manifestação da Procuradoria-Geral da República e adoção de diligências para preservar e buscar provas, incluindo acesso às propostas de colaboração de Vorcaro, investigação da origem das doações, quebra de sigilos bancário e fiscal de Fabiano Zettel, relatórios do Coaf e documentos do Governo de São Paulo sobre o Credcesta.
ENTENDA: R$ 5 milhões dados a Bolsonaro e Tarcísio por Vorcaro foram propina combinada com Kassab, diz portal
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