Um boneco inflável gigante de Donald Trump chamou atenção em meio às bandeiras verde-amarelas da manifestação bolsonarista realizada nesta segunda-feira (7), na Avenida Paulista, em São Paulo.
A cena ganhou contornos simbólicos justamente pela data. Em pleno feriado da Independência do Brasil, apoiadores do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) levaram para uma das principais avenidas do país uma representação gigante do presidente dos Estados Unidos.
O boneco apareceu em meio a bandeiras brasileiras e cartazes contra o Supremo Tribunal Federal (STF), enquanto os discursos no carro de som concentravam críticas ao presidente Lula (PT) e ao ministro Alexandre de Moraes.
Além do verde e amarelo, bandeiras do Estados Unidos e de Israel também aparecem em meio aos manifestantes, compondo uma cena peculiar na data comemorada, e gerando um questionamento sobre o discurso patriótico tão reivindicado pelo bolsonarismo.
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Trump na Paulista e ataques ao STF
Durante o ato, Flávio Bolsonaro voltou a defender a saída de Alexandre de Moraes do Supremo e afirmou que o ministro sofrerá impeachment.
O candidato do PL também declarou que, caso seja eleito presidente, pretende indicar cinco ministros ao STF. A manifestação reuniu nomes da direita e do bolsonarismo, como Tarcísio de Freitas, Silas Malafaia e Nikolas Ferreira.
Trump aparece como referência para o bolsonarismo em um momento no qual a relação com os Estados Unidos também ocupa espaço no debate eleitoral brasileiro, especialmente nas discussões sobre soberania e interferência estrangeira.
Assim, em pleno Dia da Independência, o contraste estava montado na própria Paulista: bandeiras brasileiras dividindo espaço com uma representação gigante do presidente dos Estados Unidos.
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Lula usa 7 de Setembro para falar em soberania
O simbolismo da manifestação também contrastou com o discurso adotado por Lula nas celebrações da Independência.
Na noite de domingo (6), em pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão, o presidente fez da soberania nacional um dos principais temas de sua mensagem.
“Não somos colônia e não seremos colônia de ninguém”, afirmou.
Sem mencionar Trump nominalmente, Lula criticou tentativas de interferência estrangeira e afirmou que nenhum governante de outro país tem o direito de determinar de quem o Brasil pode comprar ou para quem pode vender.
O presidente também relacionou a defesa da soberania ao controle e ao uso das riquezas estratégicas brasileiras, citando petróleo, água doce, minerais críticos e terras raras.
O contraste entre os dois movimentos ajuda a antecipar um dos embates políticos da reta final da campanha presidencial. Enquanto Lula usa o 7 de Setembro para associar sua candidatura à soberania e à autonomia do Brasil diante das grandes potências, o ato bolsonarista deixou uma imagem particularmente simbólica na Paulista: um Donald Trump gigante cercado pelas cores da bandeira brasileira em pleno Dia da Independência.
Ato de Flávio Bolsonaro usa boneco gigante de Trump para atacar Lula
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