Acesso dos brasileiros à CNH subiu 17% após medida de Lula

Acesso dos brasileiros à CNH subiu 17% após medida de Lula
margem Equatorial - Presidente Lula - Foto: Ricardo Stuckert/PR

Uma das apostas do governo Lula para ampliar o acesso à mobilidade começou a apresentar resultados em 2026. Dados do Ministério dos Transportes mostram que o número de brasileiros que conquistaram a primeira Carteira Nacional de Habilitação (CNH) cresceu 17,1% entre janeiro e agosto, após a adoção de medidas que reduziram custos e simplificaram o processo de obtenção do documento.
O avanço ocorre em meio a uma explosão na procura pela habilitação. No período analisado, 7,3 milhões de pessoas iniciaram o processo para tirar a primeira CNH, contra 2,3 milhões no mesmo intervalo do ano anterior, uma alta de 216%.
A mudança faz parte de uma política do governo federal para diminuir obstáculos financeiros e burocráticos que afastavam parte da população do acesso à carteira de motorista. A avaliação do Ministério dos Transportes é que o modelo anterior tornava o documento caro e demorado, especialmente para trabalhadores de baixa renda.
Hoje, segundo a pasta, cerca de 20 milhões de brasileiros dirigem sem CNH. A meta estabelecida pelo governo é ampliar em 25% o número de novos condutores nos próximos cinco anos.
As novas regras também alteraram o perfil de quem procura a habilitação. O crescimento foi mais expressivo entre pessoas mais velhas: a emissão da primeira carteira aumentou 37,4% entre brasileiros de 45 a 54 anos e 53,4% entre aqueles com 55 anos ou mais.
Entre os jovens, o avanço foi mais moderado. A alta ficou em 11,9% entre pessoas de 18 a 20 anos e em 6,6% entre quem tem de 21 a 24 anos.
A presença feminina também aumentou no trânsito. Cerca de 1,2 milhão de mulheres obtiveram a primeira habilitação, crescimento de 18% em relação ao ano passado.
Menos tempo e menor custo para tirar carteira
Outra mudança apontada pelo governo foi a redução do tempo necessário para concluir o processo. A mediana caiu de 210 dias para 147 dias entre janeiro e agosto, o menor resultado da série histórica iniciada em 2009.
As alterações incluíram o fim da obrigatoriedade de frequentar autoescola e a redução das aulas práticas exigidas, que passaram de 20 para duas horas. Segundo o governo, antes da flexibilização, o custo para tirar a carteira variava entre R$ 3 mil e R$ 4 mil, dependendo do estado.
O aplicativo CNH do Brasil também foi reformulado e passou a oferecer gratuitamente conteúdo teórico para candidatos. O número de cursos realizados na plataforma subiu de cerca de 2 milhões para 4,4 milhões.
Crescimento desigual pelo país
Os maiores aumentos na emissão da primeira CNH foram registrados na Paraíba (77%), Sergipe (69,5%) e Acre (55,4%).
Na direção oposta, quatro estados tiveram queda no número de novos documentos emitidos: Tocantins (-2,8%), Goiás (-5,9%), Minas Gerais (-6%) e Rio de Janeiro (-25,6%).
Na procura pela habilitação, os maiores saltos ocorreram no Amapá (485,8%), Sergipe (472,5%) e Pernambuco (468%).

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