O deputado federal Mário Frias (PL-SP) manteve silêncio nas redes sociais após ser alvo da Operação Make Up, deflagrada nesta quinta-feira (10) pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União (CGU), que investiga suspeitas envolvendo o financiamento do filme Dark Horse, produção sobre Jair Bolsonaro.
Conhecido por uma atuação frequente nas plataformas digitais, onde costuma divulgar posicionamentos políticos, vídeos e críticas a adversários, Frias não publicou nenhuma manifestação sobre a operação até o momento. A ausência de reação também chama atenção porque ocorre justamente em uma investigação que envolve sua atuação política e sua relação com o projeto cinematográfico.
Em maio deste ano, quando foi intimado pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), para prestar esclarecimentos sobre a destinação de recursos públicos relacionados ao filme, o deputado adotou uma postura diferente.
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Na ocasião, Frias usou suas redes sociais para responder ao ministro e chegou a propor um “encontro ao vivo” para apresentar explicações.
“Prezado ministro Flávio Dino, soube pela imprensa que o senhor gostaria de algumas informações a meu respeito. Estou em agenda oficial (…) desde já me colocando à disposição de Vossa Excelência”, escreveu o parlamentar na época.
A manifestação ocorreu depois que o STF tentava localizar Frias para que ele explicasse questionamentos sobre emendas parlamentares destinadas ao Instituto Conhecer Brasil, entidade ligada à produção de Dark Horse.
Agora, após a Operação Make Up, que cumpriu 49 mandados de busca e apreensão contra 22 alvos em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Distrito Federal, o deputado ainda não se pronunciou publicamente.
A operação investiga suspeitas de que recursos provenientes de emendas parlamentares tenham sido direcionados de forma irregular para empresas subcontratadas sem comprovação dos serviços prestados. Entre os crimes apurados estão peculato, lavagem de dinheiro, falsidade documental, organização criminosa e irregularidades em contratos.
Além de Frias, a produtora Karina Gama também está entre os alvos da investigação autorizada pelo ministro Flávio Dino.
Silêncio de Mário Frias chama atenção após operação da PF sobre filme de Bolsonaro
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