Quebra de sigilo vai mostrar que Master “tem pai, mãe e irmãozinho” Flávio Bolsonaro, diz Marco Aurélio Carvalho

Quebra de sigilo vai mostrar que Master “tem pai, mãe e irmãozinho” Flávio Bolsonaro, diz Marco Aurélio Carvalho
- Flávio Bolsonaro e Marco Aurélio Carvalho (Vitor Souza AFP / Ronny Santos Folhapress)

Coordenador do Grupo Prerrogativas e da área jurídica da campanha de Lula em São Paulo, Marco Aurélio Carvalho aplaudiu a decisão de Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), que, segundo ele, reiterou o pedido de Lula para levantar sigilo de toda a investigação envolvendo Daniel Vorcaro e o caso Master. O advogado ainda afirmou que o fim do sigilo vai mostrar que o maior escândalo financeiro da história “tem pai, tem mãe e tem irmão”, referindo-se sequencialmente a Jair Bolsonaro, Roberto Campos Neto e Flávio Bolsonaro.
“É importante reconhecer, louvar e aplaudir uma vez mais a atitude de Lula em requerer ao presidente do Supremo Tribunal Federal a quebra do sigilo dos inquéritos que envolvem direta ou indiretamente candidatos à presidência da República e alguns dos seus aliados. É importante reiterar que essa iniciativa partiu do presidente Lula. O presidente Lula sempre teve um compromisso com a transparência, tem espírito público e age como Chefe de Estado. É a primeira coisa que eu queria pontuar”, afirmou à Fórum na manhã desta sexta-feira (11).
O coordenador jurídico da campanha de Lula fez questão de ressaltar a verdadeira origem do maior escândalo financeiro do país, no governo Jair Bolsonaro e na gestão de Roberto Campos Neto na presidência do Banco Central.
“Vai ficar claro, mais claro do que nunca talvez, a relação que o Bolsonaro e que o Bolsonarismo tem com o Banco Master. Esse banco tem pai e tem mãe. É Jair Bolsonaro e Campos Neto”, afirmou.
“E tem um ‘irmãozinho’, na linguagem carioca utilizada pelo Flávio Bolsonaro, que é o próprio Flávio Bolsonaro, o Flávio ‘rachadinha’. Então, esse banco tem pai, tem mãe e tem irmão. O pai é o Jair Bolsonaro, a mãe é o Campos Neto, e o irmãozinho querido é o Flávio Bolsonaro”, concluiu Marco Aurélio.
O advogado, que também atua na defesa de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, voltou a criticar os vazamentos seletivos em inquéritos que correm no STF “de forma absolutamente seletiva e criminosa, com objetivo político e eleitoral” e ressaltou a posição de Lula sobre as investigações.
“O presidente Lula, por uma questão de coerência, sempre defendeu com a mesma régua a aplicação da lei para Chico e para Francisco. Sempre defendeu o respeito para Chico e para Francisco ao devido processo legal, ao sagrado princípio da presunção da inocência e ao direito pleno de defesa para todo e qualquer cidadão. E teve uma postura correta frente à relevância dos dados que envolvem o banco Master, de pedir publicamente a quebra do sigilo dos inquéritos que tramitam no Supremo e que têm relação com o Master e o banqueiro Daniel Vorcaro”, disse.
Para Marco Aurélio com a exposição de todo conjunto da investigação “as pessoas dentro do contexto correto vão poder chegar às suas respectivas conclusões”.
Caixa-preta do Master
Na noite desta quinta-feira (10), o ministro André Mendonça atendeu à determinação do presidente do STF, Edson Fachin, e em despacho derrubou formalmente o sigilo da Petição 15.556 e de outros 14 procedimentos conexos ligados à Operação Compliance Zero e ao escândalo do Banco Master.
A decisão abre a “caixa-preta” da controversa investigação conduzida de forma isolada pelo relator. Mendonça registrou no documento que a medida foi adotada “em harmonia” com a solicitação de Fachin.
Além da apuração originária, tornam-se públicos dois inquéritos (5.026 e 5.035), uma reclamação (88.121) e outras 11 petições relacionadas. Contudo, ainda não se sabe se Mendonça acolheu a ordem de forma restritiva, o que só será conhecido quando os documentos vierem a público.
O ministro informou no ato que já providencia as medidas administrativas para distribuir o acervo. Cópias integrais de todos os autos serão gravadas em HDs próprios e entregues diretamente à Presidência e aos gabinetes de cada um dos ministros do Tribunal.
A liberação das provas tenta garantir paridade de armas e acesso irrestrito aos elementos colhidos pela Polícia Federal. O material será usado como base para a Sessão Plenária Extraordinária convocada para a manhã do dia 15 de setembro de 2026. No encontro, o STF vai julgar presencialmente o mérito da Pet 16.662 e decidir o futuro da investigação que mirou, sem o aval do colegiado, o ministro Alexandre de Moraes.
 

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