Realizada entre sexta-feira (18) e domingo (20), a nova pesquisa BTG/Nexus, divulgada nesta segunda-feira (21), mostra o impacto da crise no Supremo Tribunal Federal (STF) a partir do embate entre Alexandre de Moraes e André Mendonça e do aumento de 15% nos vencimentos do Bolsa Família, anunciado por Lula na última quinta-feira (17).
O estudo mostra Lula liderando no primeiro e segundo turnos no principal cenário simulado. Na pesquisa espontânea, quando não são revelados os nomes dos candidatos, Lula mantém os 40%, maior patamar da série histórica iniciada em 30 de março. Flávio Bolsonaro (PL) também segue sendo citado pelos mesmos 34% do levantamento divulgado há uma semana.
No cenário simulado de primeiro turno, Lula oscilou dois pontos para menos, dentro da margem de erro, e está com 40%. Flávio Bolsonaro manteve os 37% da pesquisa anterior.
A oscilação negativa de Lula pode ser notada no voto dos eleitores que se declaram como “não polarizados”, que se mostram mais suscetíveis aos temas que atravessam as campanhas, como a crise na Suprema Corte. Este nicho representa 18% dos universo de 2006 entrevistados pela BTG/Nexus.
Neste recorte, entre os que não se identificam com nenhum dos principais polos da disputa, Lula oscilou de 38% para 35% na última semana, mantendo 10 pontos sobre Flávio Bolsonaro, que registrou os mesmos 25% da pesquisa anterior.
Na simulação de segundo turno, em que Lula vence Flávio Bolsonaro por 46% a 45%, o presidente oscilou positivamente entre os “não polarizados”, indo de 43% para 44% na última semana. Já o senador oscilou 3 pontos para menos, voltando aos 36%.
Os dados revelam que o impacto da crise no STF foi praticamente nulo entre os não polarizados, principal nicho impactado pelos temas paralelos à campanha.
Bolsa Família
O anúncio de 15% no Bolsa Família também não teve grande impacto até o momento na disputa presidencial, especialmente entre aqueles que recebem o benefício.
Segundo a pesquisa BTG/Nexus, no primeiro turno, o índice de beneficiários do programa que votarão em Lula segue em 64%, mesmo percentual registrado há uma semana, antes do anúncio do reajuste.
Já entre os que declaram voto em Flávio Bolsonaro, o índice oscilou 3 pontos para menos, de 20% para 17%, na última semana.
Entre os não beneficiários, houve movimento contrário. Lula oscilou de 39% para 36% e Flávio Bolsonaro de 39% para 40% no primeiro turno.
Na simulação de segundo turno, Lula oscilou de 73% para 71% entre os beneficiários do programa. Flávio Bolsonaro manteve os mesmos 23% da pesquisa anterior.
Entre os não beneficiários, a oscilação também foi praticamente nula. Flávio Bolsonaro manteve 49% e Lula foi de 44% para 42%.
Leia a íntegra da pesquisa BTG/Nexus de 21 de Setembro de 2026
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