Prestador de serviços de escola católica pede demissão de eleitores do Lula e xinga nordestinos

Prestador de serviços de escola católica pede demissão de eleitores do Lula e xinga nordestinos
- O empresário Jefferson Taboada/Foto: Reprodução de Imagem

Pais, mães de alunos e funcionários do Colégio Liceu Santista, localizado no bairro José Menino, em Santos, denunciaram manifestações discriminatórias feitas nas redes sociais por Jefferson Taboada, proprietário da empresa terceirizada responsável pelo ensino de inglês na instituição. Ele pede, entre outras coisas, a não contratação e até mesmo demissões de eleitores do presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva.
Um vídeo publicado em suas redes sociais mostra o empresário defendendo que empregadores demitam funcionários por suas posições políticas e deixem de contratar trabalhadores que votaram no Partido dos Trabalhadores (PT). Nas gravações, ele também incentiva a substituição de profissionais por critérios ideológicos, em manifestações que podem configurar incitação a práticas discriminatórias nas relações de trabalho.
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Palavrões contra nordestinos
Inconformado com o resultado das eleições de 2026, Taboada também anunciou o encerramento de suas ações de caridade. Em outra manifestação, dirigiu ofensas de caráter xenofóbico à população nordestina, utilizando palavrões e expressões depreciativas contra moradores da região.
As declarações provocaram indignação entre integrantes da comunidade escolar, que levaram os registros ao conhecimento do portal Os Inconfidentes. As imagens foram posteriormente divulgadas pelo vereador de Santos Benedito Furtado (PSB). O vereador afirmou estar “encaminhando representação ao Ministério Público do Trabalho para apuração dos possíveis crimes cometidos pelo autor desse vídeo”.
A situação chama a atenção pelo fato de o autor das manifestações ser responsável por uma empresa que mantém contrato de prestação de serviços com uma instituição de ensino católica.
As gravações expõem ainda o uso de posicionamentos políticos como justificativa para defender a exclusão de trabalhadores do mercado de trabalho e a discriminação contra grupos da população.
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