Um escritório político ligado ao ex-vereador Milton Leite, ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo, foi furtado na noite de domingo (20) na Rua General Bráulio Guimarães, em Santo Amaro, Zona Sul da capital. Os criminosos invadiram o imóvel por volta das 21h15, reviraram documentos e levaram um DVR com imagens do circuito interno de segurança. A Polícia Militar foi acionada por uma moradora que percebeu movimentação no portão, mas os autores não foram encontrados no local.
O furto ocorre dois dias após Leite, que é presidente do União Brasil em São Paulo, ser preso temporariamente como alvo da Operação Vectura Corrupta, que investiga a infiltração do PCC no transporte público paulistano.
Escritório de ex-vereador Milton Leite é alvo de furto em São Paulo
Na noite de domingo (20), por volta das 21h15, uma casa na Rua General Bráulio Guimarães, altura do número 307, em Santo Amaro, Zona Sul de São Paulo, foi invadida e furtada. O imóvel é identificado como escritório político do ex-vereador Milton Leite, ex-presidente da Câmara Municipal de SP, que se encontra preso temporariamente em Mogi das Cruzes.
Um HD com imagens do circuito interno de segurança foi levado pelos criminosos. Os documentos encontrados no local identificavam o ex-vereador como proprietário do imóvel.
A Polícia Militar foi acionada por uma moradora que percebeu movimentação suspeita no portão do escritório. Quando os agentes chegaram, os criminosos já haviam deixado o local.
O caso foi registrado no 11º Distrito Policial (DP), em Santo Amaro, e a perícia foi requisitada. O advogado que defende o ex-vereador afirmou ao site Metrópoles que o imóvel seria ligado a um construtor que tem relação com Milton Leite.
Milton Leite e a Operação Vectura Corrupta
Milton Leite está preso temporariamente na Cadeia Pública de Mogi das Cruzes desde a tarde de sexta-feira (18), quando se entregou à polícia em uma delegacia da cidade. Na quinta-feira (17), ele havia sido alvo de mandado de prisão temporária no âmbito da Operação Vectura Corrupta e estava foragido.
A operação, conduzida pela Polícia Civil em conjunto com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público, investiga suspeitas de infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no setor de transporte público da capital paulista.
Segundo os investigadores, Leite seria responsável diretamente pela operação de empresas sob controle do PCC e seria o dono de fato da Transwolff. O ex-vereador nega as acusações e afirma ser inocente. Na manhã de sábado (19), momentos antes de passar por audiência de custódia para validar a prisão, Leite alegou mal-estar e foi levado de ambulância do Samu ao Hospital Luzia de Pinho Melo, onde permaneceu em observação e realizou exames antes de retornar ao local de detenção. A defesa informou que a causa foi um pico de pressão.
Com isso, a audiência de custódia não ocorreu de forma presencial e deve ser realizada virtualmente. O furto ao escritório aconteceu menos de 48 horas após a prisão do ex-vereador, em um momento em que investigadores e advogados ainda disputam os termos da detenção na Justiça.
O que foi levado e o que a polícia encontrou
Ao chegarem ao escritório, os policiais encontraram o imóvel totalmente revirado, com documentos espalhados pelo local. O item de maior relevância levado pelos criminosos foi o DVR, equipamento responsável por armazenar as gravações das câmeras de segurança do imóvel. A subtração específica desse equipamento, em meio a documentos revirados, chama atenção pelo caráter seletivo da ação: os autores do furto parecem ter tido interesse direto no conteúdo registrado pelas câmeras, e não apenas em bens de valor material imediato.
Durante as buscas internas, os policiais encontraram um celular, um chip e cerca de R$ 19 mil em dinheiro, além de outros documentos. Não há confirmação, até o momento, se esses itens pertenciam aos criminosos ou eram do próprio escritório. A autoridade policial do 11º DP realiza diligências para obter imagens externas e outras informações que possam identificar os autores. A perícia foi requisitada e o local foi preservado para análise. A motivação do crime e a identidade dos responsáveis seguem sem esclarecimento oficial.
Milton Leite, ex-vereador do União preso por elo com o PCC, tem escritório furtado e HD com imagens levado
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